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6 de março de 2011

E com vocês, o Azulão do ABC!

ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA SÃO CAETANO
Sede: Rua Eduardo Prado, 08, CEP 09581-200 – 4232-0944
Apelido: Azulão do ABC.
Mascote: Azulão (pássaro canoro)
Fundação: 4 de dezembro de 1989.
Estádio: Anacleto Campanella, com capacidade atual para 14 mil pessoas
Av. Walter Thomé, 64 – 4232-4467
Patrocinador: Universo Tintas.
Material esportivo: Lupo.
Presidente: Nairo Ferreira de Souza.

CONQUISTAS

- Campeão Paulista da Primeira Divisão (2004)
- Campeão Paulista da Série A-2 (2000)
- Campeão Paulista da Série A-3 (1991 e 1998)
- Vice-campeão do Campeonato Brasileiro da Série C (1998)
- Vice-campeão da Copa João Havelange (2000)
- Vice-campeão do Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão (2001)
- Vice-campeão da Copa Libertadores da América (2002)
- Vice-campeão Paulista da Primeira Divisão (2007)

TUDO COMEÇOU...

Um grupo de pessoas ligadas ao esporte de São Caetano do Sul, liderado pela família Tortorello, resolve reerguer o futebol na cidade, que já havia passado por boas fases com o São Caetano Esporte Clube (anos 30), a Associação Atlética São Bento (anos 50) e o Saad Esporte Clube (anos 70), todos ex- integrantes da elite do futebol paulista.

Primeiro, o grupo utilizou o nome da Sociedade Esportiva Recreativa União Jabaquara, clube de São Caetano que atendia à principal exigência da FPF (Federação Paulista de Futebol): ter disputado campeonatos nos últimos três anos. Uma vez filiado, o nome mudou para Associação Desportiva São Caetano.

As cores azul e branco foram adotadas devido à bandeira da cidade. O escudo do São Caetano foi desenhado por Waldemar Zambrana. O time entrou em campo pela primeira vez em jogos oficiais no dia 18 de março de 1990, pela Terceira Divisão do Campeonato Paulista, empatando com o Comercial de Registro em 1 a 1. O atacante Taloni foi o autor do primeiro gol oficial da história do São Caetano

CRESCIMENTO ALUCINANTE

O São Caetano é o maior exemplo de crescimento a curto prazo. Após dois anos de sua fundação, em 1991, a equipe foi campeã estadual da Terceira Divisão. Com isso, ganhou destaque, conquistou a simpatia da pequena população da cidade, de apenas 15km², na divisa com a Capital.

A equipe permaneceu na Série A-2, mas retornou novamente do início. Foi em 1998, com o novo acesso e o vice da Série C do Campeonato Brasileiro, que o Azulão deu a grande arrancada de sua história. No ano seguinte, ficou atrás apenas do Avaí, sendo vice-campeão do Campeonato Brasileiro da Série B.

O ‘PEQUENO GIGANTE’

O futebol brasileiro ficou conturbado em 2000, com disputas entre as entidades e clubes. Assim, foi criada a Copa João Havelange, o campeonato nacional, dividido em dois módulos: verde (times da Primeira Divisão) e amarelo (Segunda Divisão), que se enfrentariam num mata-mata na fase final.

Sob o comando de Jair Picerni, o São Caetano ficou em segundo no módulo amarelo e se classificou. Pela frente, teve o tradicional Fluminense. Após um empate em três gols no Palestra Itália, o Azulão embarcou para o Rio, onde enfrentaria o Tricolor no gigante Maracanã. Mesmo com 70 mil torcedores contra, Adhemar fez 1 a 0, ficou conhecido como ‘Canhão do Anacleto Campanella” e levou o time adiante na competição.

O pequeno tornou-se gigante, após eliminar Palmeiras e Grêmio, chegando à final contra o Vasco da Gama. No primeiro jogo, empate em um gol. Na volta, em São Januário, no Rio, uma tragédia: a queda do alambrado do estádio, que machucou centenas de pessoas e provocou um terceiro duelo, desta vez, no Maracanã. Mesmo com a derrota por 3 a 1, o Azulão ganhou destaque nacional e foi considerado pelos demais torcedores como o “campeão moral”.

O vice deu direito à equipe de participar da Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro de 2001. Neste ano, foi campeã paulista da Série A-2, conquistando o acesso à elite. Poucos acreditavam, mas o Azulão voltou a alçar um grande vôo, novamente com Jair Picerni.

Num time formado por Silvio Luiz, Mancini, Müller, Daniel, Esquerdinha, Dininho, Serginho e Magrão, entre outros, o São Caetano eliminou grandes equipes e chegou novamente à final nacional. A cidade se mobilizou e 22 mil pessoas lotaram o Anacleto para ver a decisão contra o Atlético-PR. Nem a derrota, com um novo vice, apagou a estrela do Azulão.

PROJEÇÃO INTERNACIONAL

O São Caetano ganhou projeção internacional em 2001, quando disputou sua primeira Copa Libertadores da América, vaga conquistada com o vice da João Havelange. No Grupo 7, se classificou para a segunda fase ao lado do Cruz Azul (México). Depois, na fase eliminatória, se deparou com o Palmeiras. Venceu em casa por 1 a 0, perdeu no Palestra pelo mesmo placar e, nos pênaltis, viu a vaga escapar.

Com o vice do Brasileiro de 2001, voltou a percorrer a América em 2002. O Azulão liderou o Grupo 1, deixando para trás Cobreloa (Chile), Alianza Lima (Peru) e Cerro Porteño (Paraguai). No mata-mata, passou pela Universidad Católica (Chile), Peñarol (Uruguai) e América do México. E foi o mais jovem finalista da Libertadores. O Olímpia (Paraguai) foi o adversário.

O Azulão surpreendeu os paraguaios em pleno Defensores Del Chaco, fazendo 1 a 0. A volta foi no Pacaembu. O time perdeu o jogo no tempo normal por 2 a 1 e foi para a decisão por pênaltis. Nem o azar, com a derrota por 4 a 2, minimizou a campanha do São Caetano, que foi além de muitos outros times de tradição do futebol brasileiro.

Enfrentar o São Caetano virou sinônimo de perigo para os grandes clubes do País. Após dois vices nacionais e a campanha extraordinária na Libertadores, o Azulão ficou com a quarta colocação do Brasileirão 2003, dando uma vaga na Libertadores 2004. Neste ano, chegou à fase eliminatória. Empatou duas vezes com o Boca Juniors (Argentina) e parou novamente nos pênaltis, desta vez, no estádio La Bombonera

O GRANDE TÍTULO

Em 2004, liderado pelo técnico Muricy Ramalho, o São Caetano conquistou seu primeiro título de peso. Com estrelas como Silvio Luiz, Luiz, Dininho, Thiago, Ânderson Lima, Serginho, Triguinho, Marcelo Mattos, Mineiro, Gilberto, Marcinho, Euller e Fabrício Carvalho, o Azulão eliminou São Paulo e Santos antes de fazer a grande final com o Paulista de Jundiaí. Duas vitórias no Pacaembu (3 a 1 e 2 a 0), com mais de 20 mil pessoas por jogo, renderam ao time do Grande ABC o lugar mais alto do principal torneio estadual do Brasil.

O bicampeonato estadual bateu na trave três anos depois. Novamente desacreditado e sob o comando de Dorival Júnior, o Azulão eliminou o São Paulo na semifinal e decidiu o título com o Santos. Luiz, Douglas e Somália lideraram a equipe, que venceu o primeiro jogo por 2 a 0. Na volta, derrota pelo mesmo placar. Como tinha melhor campanha, o Peixe acabou ficando com a taça.

2 de março de 2011

1987: SPORT CAMPEÃO BRASILEIRO E PRONTO!

Sport Club do Recife, único e legítimo campeão brasileiro de 1987. Não adianta a imprensa marrom argumentar que o Flamengo disputou a Copa União, que apresentava os 16 melhores times do País no momento. Isso é uma meia verdade. Vamos aos fatos, amigos: em 1986, o Guarani foi vice-campeão brasileiro, perdendo na final para o São Paulo. O América do Rio de Janeiro chegou às semifinais.

Os dois clubes, porém, não faziam parte da lista destes 16 melhores. Como não colocar no Módulo Verde o vice-campeão nacional? Como deixar fora o alvirrubro carioca, que fez um belo Brasileirâo? Ninguém mudou a fórmula de disputa durante a competição, como falam por aí – ou tentam colocar esta informação como verdadeira.

A CBF estava preocupada em como realizar a competição nacional, diante da falta de recursos. O Clube dos 13, que engatinhava, anunciou que faria a competição, na forma de Copa União com estes 16 times. A CBF aceitou, mas teria que haver um Módulo Verde com outras 16 equipes e que teria que acontecer o cruzamento. O Clube dos 13 aceitou por conta de um argumento simples: na época, a arbitragem era da CBF. O Clube dos 13 não tinha como promover partidas sem árbitros. Teria que ter o respaldo administrativo e organizacional da CBF. Após a disputa das duas competições, o Clube dos 13 tentou de todo jeito melar este regulamento, mas a 10ª Vara da Justiça Federal acatou a ação do Sport para que nem o Conselho Nacional de Desportos, muito menos a CBF mudasse o regulamento. O mesmo veio a acontecer no Conselho Arbitral do Brasileiro de 1988, sem a unanimidade legal, o quadrangular foi mantido.


E o Oscar 2011 na categoria Melhor Ator vai para...
Clube de Regatas do Flamengo, pela brilhante interpretação na disputa do Brasileirão de 1987!

O processo foi para o STJ e o Sport ganhou em todas as instâncias. Uma vitória merecida e que, agora, diante de fatos políticos e mimos familiares querem mudar a história real do futebol brasileiro. Pena que a imprensa marrom está fazendo um carnaval daqueles. Um Flamengo que vive de aparências e da força de sua imensa torcida. Um clube endividado, com um valor que ultrapassa as dívidas de todos os grandes clubes do futebol nordestino. E que, mesmo assim, se acha o dono do futebol brasileiro. Felizmente, o Sport entrou na Justiça, reclamou seus direitos como único campeão brasileiro de 1987. Respeitar a Justiça deveria ser o mote da informação jornalística, principalmente quando se fala em tantas falcatruas e desvios públicos de verbas e tudo mais. Na hora que a Justiça Federal se posiciona a favor do Sport, nossos amigos do Flamengo se acham no direito de dizer que está tudo errado.

É uma pena! Mudaram o conceito jornalístico e não estou sabendo disso. Essa polêmica deixou de ser uma briga de um clube pernambucano. Virou um caso de toda uma região, que sofre com preconceito de todos os tipos. Não adianta falar que isso não existe por aqui. Sofremos e muito, quando viajamos, quando lemos reportagens pelos jornais, sites e TVs. Eles não enxergam na força do Nordeste, que esta é a região que mais cresce no País, que foram os nordestinos que fizeram os estados crescerem. Não adianta nada disso. Somos admiradores do povo nordestino e, por isso, sofremos contra os preconceituosos. Sei que vão dizer que isso não tem nada a ver com preconceito, mas quem viveu esses problemas, quem acompanhou essa guerra, sabe bem que isso existe e voltou com muita força, e ficam aqui alguns pontos a serem discutidos:

1. Leis, regras, REGULAMENTOS são feitos para serem cumpridos. Se não estamos satisfeitos, devemos lutar para modificá-los para o próximo momento. Em 1987, TODOS os clubes concordaram e assinaram o regulamento que prévia o cruzamento. O Sport e o Guarani de Campinas foram a campo e decidiram o Título.

2. Dizer que o módulo amarelo era uma "segunda divisão", ou é um desconhecimento completo, ou omissão da verdade. Com que cara vamos chamar o Módulo Amarelo de Segunda Divisão, se nele participava o vice-campeão brasileiro do ano anterior (1986), o Guarani de Campinas? Rebaixaram o vice-campeão? Seria uma decisão no mínimo estapafúrdia, para não dizer imbecil.

3. Por que será que se o departamento jurídico do Flamengo fosse tão bom, o STJ, maior corte decisória deste país para ações deste tipo, decidiria que o único Campeão Brasileiro de 1987 foi o SPORT CLUB DO RECIFE ?

Ou será que devemos defender que o Brasil seja agora juridicamente comandado dela dupla CBF/Globo?

Rasguemos então a Constituição do Brasil, e criemos uma “Nova Constituição da CBF/Globo”, onde nela deverá constar no seu primeiro artigo que o Presidente Ricardo Teixeira terá MANDATO VITALÍCIO.

4. O que a Justiça Federal fez hoje, foi através de uma medida cautelar, impelir a CBF a cumprir uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (transitada em julgado), que afirma ser o Sport o ÚNICO CAMPEÃO Brasileiro de 1987. Não está em discussão o mérito da questão, pois o mesmo já foi julgado, não cabendo mais recurso.

Não nos calaremos, como Brasileiros, Nordestinos, de Vários Lugares desse País e, principalmente, como cidadãos (e o Boteco do Valente soma junto nessa briga):
 
O Sport é o verdadeiro e único campeão brasileiro de 1987!
  É hora de o Nordeste,bem como todos aqueles que apreciam um bom futebol se unirem. Em torno desta causa e de tudo que for para derrubar o nosso futebol.
                                                    Parabéns Sport Recife! Vocês merecem!

26 de novembro de 2008

E pra torcida da Maria Fumaça não chiar....

Futebol de Botão - Dom Pedro II - DF


Agora vai a Homenagem do Boteco ao time do CBMDF!!!



Quando o imperador Dom Pedro II criou o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, no longínquo ano de 1853, jamais pensava que um dia viesse a emprestar o nome para um time de futebol, esporte que iria surgir anos mais tarde na Inglaterra. Com o passar do tempo veio a República, mais tarde a Capital Federal transferiu-se do Rio de Janeiro para o Planalto Central e surgiu o Esporte Clube Dom Pedro II, ou simplesmente D. Pedro, equipe alvirrubra surgida há seis anos no Corpo de Bombeiros de Brasília, em homenagem ao patrono da corporação. Na última quarta-feira, os bombeiros estiveram em Caruaru e esfriaram o fogo do Central, ao arrancar um empate de 0x0, matando um pouco da curiosidade do torcedor e mostrando que têm futebol para incendiar a Copa João Havelange.
Os próprios dirigentes do clube, todos oficiais do Corpo de Bombeiros, estão acostumados com a curiosidade que o D. Pedro desperta por onde passa. Criado há apenas seis anos, o clube teve um rápido crescimento, como se fosse um incêndio fora de controle. A princípio, o time disputava apenas os campeonatos amadores, onde chegou ao bicampeonato, em 94 e 95. O detalhe é que na época o time era formado apenas por bombeiros, desde os jogadores, até a comissão técnica e diretoria, que não recebiam como remuneração apenas o soldo, comum aos militares. Da fase amadora, o principal rival era o Tiradentes/DF, time mantido por oficiais da PM, com quem disputava o ‘Clássico Militar’.

“Ao nascermos formamos uma verdadeira seleção, convocando os bombeiros que atuavam em outras equipes, como o Brasília, Gama, Sobradinho e Planaltina”, explica o Coronel José da Silva Botelho, vice-presidente do clube, que na época da fundação era chefe do Estado-Maior e sub-comandante do Corpo de Bombeiros/DF. Desde o início, o time sempre levou vantagem no preparo físico em relação aos adversários. “Matávamos o inimigo sempre na etapa complementar”, relembra o coronel Botelho. Para treinar, a equipe sempre contou com uma infra-estrutura invejável, com os quatro campos do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, além de utilizar-se do Departamento Médico Militar.

A profissionalização veio em 96. Nos dois primeiros anos a equipe não passou da oitava colocação no Campeonato Brasiliense, o que levou a diretoria a aceitar a mesclagem com jogadores profissionais. A partir daí os resultados melhoraram. Em 98 o time terminou o campeonato na quinta posição, sendo vice-campeão no ano passado. Neste ano, o Dom Pedro foi eliminado na fase semifinal pelo Gama/DF, atual campeão do Distrito Federal, após dois empates.

Em competições nacionais, a equipe vem buscando um lugar ao sol. No Campeonato Brasileiro da Terceira Divisão do ano passado, mesmo sendo eliminado na primeira fase da competição, o time vendeu caro a derrota de 1x0 para o Fluminense/RJ, no templo sagrado do futebol brasileiro, o Maracanã. Este ano a equipe disputou a Copa Centro-Oeste, sendo eliminada na primeira fase. Na Copa João Havelange, não fosse um recurso do Comercial/MS, o time teria terminado a etapa inicial como campeão do grupo.

Futebol de Botão - Ypiranga - AP



Pra começar nossa seção aqui do Boteco, vamos colocar em campo , o Clube da Torre, como o Ypiranga-AP é chamado:

Há 15 de maio de 1963, fruto do idealismo dos jovens integrantes da extinta e saudosa Juventude Oratoriana do Trem (JOT), movimento que pertencia à Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, surgia no desporto Amapaense, o glorioso YPIRANGA CLUBE. Como cores oficiais o Clube ostenta a azul e a preta, por influência e preposição do Padre Vitório Galliani, as mesmas da Internacional de Milão, seu clube de coração na Itália. A figura da “Torre” da Igreja de Nossa Senhora da Conceição no Bairro do Trem, é o principal símbolo do Clube, razão porque é chamado pelos desportistas de o “Clube da Torre” e de “Negro Anil”.
O Dr. Guaracy Freitas, foi o primeiro Presidente e o saudoso padre Vitório Galliani e o seu eterno Patrono, num tributo por tudo que representou para os integrantes da “Família Ypiranguista”.
Padre Vitório Galliani além de Vigário da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição e um dos Assistentes Espirituais da JOT, foi um grande incentivador para a Fundação do Clube. Emergia assim, o YPIRANGA CLUBE no cenário sócio-esportivo do então Território Federal do Amapá.
Como seu principal objetivo, além da competição esportiva, os jovens atletas integrantes de suas equipes tinham a orientação de exercer em comportamento cristão perante aos seus adversários, mesmo na luta por uma vitória, se revestindo, também, em mais uma opção de lazer aos jovens da JOT.
Logo no ano da sua fundação, o YPIRANGA era filiado a então Federação Amapaense de Desportos, que na época tinha a responsabilidade de coordenar os esportes amadroes no Território.
Em 1964, o YPIRANGA CLUBE disputava sua primeira competição oficial, participado do Campeonato Amapaense de Futebol Amador da Segunda Divisão.
Já nesse ano, o Clube conquistava o título da competição, sob o comando técnico do saudoso Francisco Sales de Lima, o “Chicão” como era mais conhecido nas lides esportivas, e que durante muitos anos militou na Crônica Esportiva Amapaense.
A Equipe Campeã, que jogou e venceu no Estádio Augusto Antunes a Equipe do Independente por 6x3, numa memorável decisão, formou com: Manguinha, Lindoval, Barata, Guaracy e Suzico, Adauto e Ary, Peninha, Artur, Narciso e Almeida. Ainda participaram do elenco, os atletas: Elcio, Horácio, Otílio, Gadelha, Lery, Trombone, Tônati e Sabá Balieiro. Com esta conquista, a equipe Ypiranguista ascendia à Primeira Divisão do Futebol Amapaense, em 1965.
Em 1971, conquistava mais um título de futebol, desta feita, na categoria Juvenil.
Em meados do ano de 1974, em razão de reformas introduzidas da atuação da Igreja Católica, que passava a trabalhar em Comunidades de Base, era extinta a Juventude Oratoriana do Trem (JOT) e conseqüentemente, o Ypiranga era obrigado a deixar o convívio da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição. Este fato veio a contribuir para que o Clube passasse por uma das mais difíceis fases de sua história. A época em que se deu o afastamento do Clube da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, seu presidente era o jovem Albertino Melo, hoje, um dos seus Conselheiros Grande Benemérito. Para minimizar a situação, o desportista e Diretor à época, Hermenegildo Gomes da Lima, pôs à disposição do Clube, a sua residência, que por algum tempo, passou a ser o ponto de encontro dos Ypiranguistas, tanto para reuniões de trabalho, como a te mesmo para lazer.
No ano seguinte, através de entendimento mantidos com o Senhor Sandoval, a Diretoria do Clube conseguia o imóvel da então Associação Operatória do Bairro do Trem, onde hoje funciona a Sede dos Aposentados e Pensionistas do Governo do Estado. Após as introduções de algumas adaptações, passava, então, a funcionar como Sede Provisória do Clube.
Há 08 de dezembro de 1976, coincidentemente, no dia em que se comemora sua Padroeira, Nossa Senhora da Conceição, o YPIRANGA conquistava o mais importante título de sua história, até então, sagrando-se campeão Amapaense de Futebol da Primeira Divisão ao empatar com o Santana pelo escore de 0x0, num jogo realizado no Estádio Municipal Glicério de Souza Marques.
Pelas principais ruas e avenidas do Bairro do Trem, foi só festa da grande e apaixonada torcida Negro-Anil, que tinha como pontos convergentes, a Sede provisória do Clube na Avenida Henrique Galúcio e o “Pau do Pecado” que ficava na Av. Eliezer Levy com a Jovino Dinoá.
No comando técnico da Equipe Campeã Amapaense, figurava o desportista Lourival Lima, o popular “Chibé”. Na direção de futebol, Valdemar Vilena e na Presidência Pedro Assis de Azevedo, ambos, hoje, Conselheiros Grande Beneméritos do Clube.
Nessa conquista a formação do “Clube da Torre” foi a seguinte: Emanuel, Buiuna, Damasceno, Waldir e Pitéo, Duranil e Dival, Ananízio, Tadeu, Jason e Dilermano.
Ainda participaram dessa conquista, os atletas: Odival, Paulo César, Bolinha, Orlandino, João Oliveira, Padeirinho Dewson e Nena.
Na qualidade de Campeão da Cidade, o YPIRANGA ganhava o direito de representar o ex-território federal do Amapá, juntamente com o São José, no Copão da Amazônia, em 1977, que foi disputado aqui em Macapá.
Em 1986, por não ter realizado um bom Campeonato, o clube amargava um rebaixamento à Segunda Divisão, ganhando o direito de regressar logo em seguida, por haver conquistado o título dessa divisão.
Na gestão do Conselheiro Grande Benemérito Humberto Santos, apoiado por outros Ypiranguistas como: Manoel Colares, Uberaldo Figueiredo, entre outros, foi edificada a primeira Sede do Clube, que por muitos anos abrigou os Ypiranguistas.
Em 1991, com a sua implantação no Estado do Amapá, o YPIRANGA sob a Presidência do Conselheiro Grande Benemérito Luiz Góes, passava a praticar o futebol profissional, tendo marcante participação no seu primeiro campeonato, figurando ao final, entre os seus três (03) primeiros colocados.
Em 1992, após quinze anos, o “Clube da Torre”, sob a Presidência do Empresário Fernando Costa, conquistava o Primeiro título profissional na sua história, em memorável decisão com o seu rival de bairro, o Trem Desportivo Clube.
Como ponto relevante dessa decisão, o atacante Miranda, camisa 9 do clube, teve um dos gols mostrado para todo o Brasil, pela Rede Globo de Televisão, por ter sido escolhido o “Gol Fantástico”.
A equipe base do Ypiranga em 1992, foi a seguinte: Maurício, Zé Preta, Ponga, Cid e Neirivaldo, Edgar, Edvaldo e Serginho, Tiaguinho, Miranda e Jorginho Macapá, tendo no comando técnico, o extrovertido, Dario, o Dadá Maravilha, tri campeão mundial pela Seleção Brasileira, em 1970.
É importante ressaltar que no futebol profissional do estado do Amapá, o Ypiranga é o clube que tem a melhor performance, com a conquista de 6 (seis) títulos de 11 (dez) disputados, levando-se em consideração que em 1995, o Ypiranga ficou fora do certame e em 1976, não houve campeonato, tendo, portanto, um aproveitamento de 50% (cinqüenta por cento). Além do título de 1992, o Clube da Torre foi o campeão de 1994, sob a presidência do desportista Jorge Barata Xerfan e a direção técnica do desportista Benedito Silva (o Maranhão). Voltaria a ser campeão em 1997, tendo na sua presidência, o desportista Hildon Moraes de Azevedo e o comando técnico ainda do Benedito Silva (o Maranhão). O Ypiranga voltaria a ganhar mais um campeonato de futebol profissional em 1999, tendo na sua presidência o desportista João Bosco Alfaia, e como seu técnico, o ex-atleta do clube, campeão de 1976, Jason Rodrigues, que repetiram o feito em 2002.
Paralelo ao futebol, tanto profissional, quanto amador, o clube tem tido participações em outros esportes ao longo de sua existência, tendo conquistado vários outros títulos. Entre esses esportes pode-se citar: Tênis de Mesa, Futebol de Salão, Ciclismo, Natação, Voleibol, Basquete, Pedestrianismo e Judô.
No que concerne ao social, vários eventos foram promovidos pelo Clube para o entretenimento dos seus sócios e simpatizantes, bem como haver participado em vários concursos de beleza realizados em Macapá.
Em 1991, na gestão do presidente Luís Góes, foi instituído o Quadro de Sócios Proprietários do Clube.
Com a preocupação de dinamizar as ações administrativas do Clube, e lhe oferecer uma melhor organização, adaptando-se a sua realidade, foi realizada em 1992, através de uma comissão presidida pelo Conselheiro Grande Benemérito José das Graças dos Santos Torres, tendo como membros, Elias Seabra da Costa, Manoel Torres, Neemias Dilermano, Valdemar Vilena e Walter Sobrinho, uma reforma estatutária, que dentre tantas coisas importantes, destaca-se a abertura do Clube para a eleição direta para a escolha de seu presidente, o que faz do Ypiranga, um dos poucos Clubes do país, a exercer este tipo de eleição.
No decorrer dos seus 40 anos de existência, vários foram os desportistas que passaram pela existência do clube, cada um, com sua parcela de contribuição na Vida Sócio-esportiva do Ypiranga.
O primeiro presidente do Clube foi Guaracy Freitas, em seguida vieram: Narciso Farripas, Manoel Colares, Joaquim Neto, Albertino Melo, Pedro Assis, Humberto Santos, Uberaldo Figueiredo, Evaldo Juarez, José Maria Lima, João Chaves, Neemias Dilermano, Raimundo Espíndola, Valdemar Vilena, Luís Góes, que iniciou a era profissional do Clube, vindo em seguida, Fernando Costa, Jorge Xerfan, Hildon Moraes, José Pereira Sacramento (o carioca) e João Bosco Alfaia.
Hoje, encontra-se investindo na sua presidência, o desportista Orlando Santana como presidente do Conselho Deliberativo, Coringa.
Ao completar seus 40 anos de fundação, se faz importante lembrarmos e reverenciar grandes ypiranguistas já falecidos, que têm seus nomes indelevelmente registrados na história do clube. Lembramos inicialmente dos Padres Vitório Galliani, patrono do Clube da Torre e Luiz de David. Sr. Dário Lima, destacado como grande incentivador e organizador do futebol da garotada integrante da paróquia de Nossa Senhora da Conceição. Lembramos dos Saudosos atletas Emanuel (o mais eclético da história do clube), Aragão, Dival e Ary. João Nascimento de Araújo, no Tênis de Mesa. João Simões Nobre – o careca –, maratonista e atleta de futebol de salão. Outro nome merecedor de destaque é o de Valdênio Vanderley (o Guachelo) primeiro chefe de torcida organizada do Clube. Também reverenciamos o nome de Francisco Corrêa, Luiz Azarias e Rosival Souza (o bonde), primeiro técnico da equipe de futebol do Ypiranga.