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15 de agosto de 2011

Parque Real: uma idéia que deu certo

Nesta quinta-feira 17/02/2011, 34 famílias deixaram a favela do Parque Real para, enfim, começarem a viver em de forma digna: com água e esgoto encanados, luz, paredes de tijolos e, principalmente, sem risco de perder móveis ou vidas em enchentes. São pessoas que moraram durante muito tempo em uma das áreas mapeadas pela Prefeitura de Bauru como sendo de risco. Quando chove, é para lá que ia a água das enxurradas. Havia ainda o risco de erosão, já que as casas ficavam muito próximas a barrancos.

Apesar de viver no local há 12 anos, a dona-de-casa Adriana Regina Solano, 35, está esperançosa. Ela lamenta por tudo que construiu ali, mas reconhece que a mudança trará benefícios a ela e seus 7 filhos. Finalmente vou ter um quarto para mim e para o meu marido”, comemora.

As novas casas ficam próximas à atual moradia da família. Foram construídas no Parque Santa Cândida. As obras tiveram início em 2009 e contaram com dinheiro da prefeitura e do Fundo Nacional de Interesse Social (FINIS).

São casas de um, dois ou três quartos. A distribuição das famílias aconteceu de acordo com as necessidades de cada uma (famílias com mais filhos fiocaram com casas de 3 quartos) e por questões de afinidade entre vizinhos. Para auxiliar nas decisões e acompanhar o andamento das obras, a Fundação Toledo (Fundato), que realiza a parte social do projeto, formou uma Comissão composta por moradores. A prefeitura, por meio das secretarias, vai prestar o auxílio necessário no dia da mudança: serão disponibilizados caminhões, creches para as crianças pequenas e kits com produtos de limpeza.

As moradias irregulares ficam em uma área verde. Todas as casas serão derrubadas, o lugar será arborizado e receberá uma praça, onde Adriana pretende passear quando tudo estiver pronto. “Mas não quero ver eles derrubando as casas”, diz, já com um pouco de saudades do lugar onde passou 12 anos.

No Parque Santa Cândida foram construídas 34 casas. O valor final das obras é de R$1.356.475,17. O valor mensal a ser pago por cada família varia de acordo com o tamanho da casa: nas de 3 quartos, o valor é R$50; dois quartos, R$ 45 e um quarto R$40; durante 10 anos. Ou seja, cada família pagará no máximo R$6 mil.

Além da remoção das famílias, a Prefeitura Municipal, por meio da Fundato e da Secretaria do Bem Estar Social (SEBES), vem realizando desde julho de 2010 um trabalho de suporte técnico-social juntos aos moradores da favela do Parque Real. “Mais do que a mudança, buscamos emancipação social. A intenção é não só mudar para a nova casa, mas mudar a condição de vida dessas pessoas”, explica Aline Carolina Bassoli Barbosa, psicóloga da Fundato.

O trabalho consiste, atualmente, em reuniões semanais com os moradores, para esclarecimentos sobre as novas condições que eles passarão a enfrentar, com relação, por exemplo, ao pagamentos de contas e taxas, como IPTU. “Muitos deles não têm despesas com água, por exemplo. Eles estão gradualmente tomando essa consciência”, explica Aline.

Após a mudança, serão oferecidos cursos de geração de trabalho e renda, para que eles possam se inserir no mercado de trabalho. O atendimento técnico-social da Fundato tem a duração de 21 meses. Além da psicóloga, uma assistente social e uma auxiliar de serviços gerais prestam serviços aos moradores.
 
“Tem sido um trabalho muito positivo desde o início. Contamos com esse apoio técnico-social para dar todas as garantias a essa população”, afirmou Rodrigo Said, secretário de planejamento, que acompanha o desenvolvimento do projeto. Além da Seplan e da Sebes, estão envolvidos no projeto: Emdurb, Secretaria de Educação, Secretaria de Saúde, Secretaria de Obras, Secretaria do Meio Ambiente, Secretaria de Administrações Regionais e Gabinete. O Boteco do Valente parabeniza a todos os envolvidos no trabalho e deseja vida longa, saúde, e o mais importante, muitas felicidades a todas as famílias em seus novos lares!

20 de maio de 2011

Osama Bin Laden morreu, deu no jornal. Viva Osama Bin Laden!

Hoje, por incrível que pareça, ainda há jornalistas, apresentadores de TV e de programas de rádio e até professores de comunicação que repetem que a mídia é neutra. Que ela é imparcial, que “não tem lado”. Que sua missão é informar, informar e informar, pois  a notícia da suposta morte de Osama Bin Laden por uma tropa de elite americana pegou o mundo de surpresa, na manhã da segunda feira, 2 de maio de 2011, e desse dia em diante,  virou num verdadeiro carnaval no decorrer do mês. Uma onda de boatos e especulações sobre a lendária figura e suas ações terroristas, espetaculosas contra alvos americanos, varreu o globo. A mais emblemática e celebre foi o ataque as torres gêmeas em 11 de setembro de 2001. Dez anos depois do maior revés sofrido pelos americanos, nesta guerra diuturna contra o terrorismo, a forra veio como uma vingança tardia. Nem o título paulista de 2011, conquistado pelo Santos em cima do Corinthians pelo placar de 2 X 1 no estádio da Vila Belmiro, foi tão discutido assim! O alivio no mundo ocidental foi evidente. As bolsas subiram, o dólar subiu, se ouviu rojão estourando a torto e a direito e o preço do petróleo caiu, e as comemorações populares nos EUA não pareciam adequadas e condizente com o respeito que se deve aos mortos, mesmo se considerarmos que se referia ao maior líder terrorista destes nossos conturbados tempos. Afinal diz o ditado que não se chuta cachorro morto, e sugere o bom senso que não devemos tripudiar sobre um defunto, ou quente ou frio.  Engraçado anunciarem a morte de Bin Laden sem mostrar nenhum uma gota de sangue dele, nenhum pedaço do braço, nenhuma bala na cabeça...não foi assim que fizeram com o Sadam? Por que não mostrar o corpo de Bin Laden? Por causa da religião dele ( ele era muçulmano da corrente wahabista, um pouco mais rígida do que o normal) ? Isso só pode ser safadeza mesmo. Obama estava mal nas pesquisas (eleições para presidente) e com uma notícia dessas, o que vocês acham que vai acontecer? Podemos estar errados, mas pra  nós do Boteco do Valente, isso já está começando a feder a puro marketing eleitoral! 
A reação da sociedade americana, partindo principalmente de muitos jovens, que ainda eram crianças quando o Império contra atacou, tem uma explicação simples e razoável. Mostrou como a ação planejada e comandada por Bin Laden permaneceu como osso atravessado na garganta dos americanos, por uma década, menos pelas mortes de conterrâneos, e mais como um humilhante e fatal golpe no orgulho ianque. Enquanto isto o mito Bin Laden crescia. De um lado, ao não ser alcançado pelo braço longo e justiceiro do tio Sam, e do lado mulçumano, o do homem que havia imposto o mais duro golpe que se tem noticia no nariz do assim chamado Grande Satã?. A capacidade de Bin Laden escapar por tanto tempo de todas as investidas dos Estados Unidos da América, consolidou a idéia da sua incolumidade. Só poderia, segundo a visão mulçumana, estar sobre a proteção de Alá.

Entre os boatos, apareceu, a possibilidade de uma farsa criada pelos americanos para por fim a sua incompetência. Aquela teoria antiga de que o onze de setembro foi uma farsa também voltou com força. Nunca a levei a serio. Apenas porque ela não faz nenhum sentido. Porque criar-se uma dramaturgia tão cara e dolorosa ao povo americano a pretexto de justificar a invasão do Afeganistão, se nós sabemos que os EUA não precisam de pretexto ou de maiores justificativas para invadir, com seu formidável arsenal tecnológico quase todos os países do mundo.

Digo quase, por que ele não se arriscaria contra uma China ou uma Rússia, por exemplo, mesmo se tivesse todos os motivos do mundo. Falam que Bin Laden não foi morto, alegando que não era justificável se livrar do corpo assim tão rapidamente.  Neste sentido podemos também fazer nossas especulações. E se ele foi morto e não jogado ao mar, mas congelado numa gelaideira para cadáveres?

A afirmação de que jogaram o corpo ao mar, teria neste caso o objetivo de se evitar sua tentativa de resgate, e da possibilidade de transformar seu corpo num motivo de peregrinação. Para os Estados Unidos o mito do homem cruel e invencível esta morto, e neste sentido qualquer sujeito que aparecer a partir da notícia de sua morte, se identificando como Bin Laden, será apenas mais um sósia maluco.  A vingança ou a justiça, como queiram foi levada a termo e lavou a honra americana. Mas para o povo mulçumano será que o mito morreu? Ou será que nasceu um novo profeta para bradar aos quatro ventos, pela guerra santa contra o Grande Satã?  Quem sabe se uma voz soprada pelos ventos do deserto, não levará aos povos sofridos do oriente médio, a proposta de, não sete, mas cem virgens, como prêmio pela morte honrosa.

O corpo de Bin Laden neste caso, ou jogado ao mar, ou congelado num freezer, estará como um fantasma barbudo e vestes mulçumanas, a comandar agora uma tropa, não de terroristas, mas de fanáticos religiosos armados até dentes com seu ódio milenar, e todos os tipos de armas conhecidas, convencionais ou não. Até mesmo algum míssil nuclear contrabandeado e destinado a levar a sua guerra santa para a era da mais alta tecnologia. Ou talvez não. Quem pode saber? Isso é o que os americanos querem que o mundo acredite.  A Globo se presta a participar desse jogo de cena, para nao dizer escárnio.  As relações bilionárias de negógios da família Bush com a família Bin Laden no ramo armamentício sâo há muito ventiladas na mídia independente pelo mundo a fora, assim como as análises de peritos que atestam que o 11-S nao nao foi um evento provocado por terroristas externos. A Globo nao fez qualquer menção. Isso sim merecia um plantao de notícia em horário nobre. uita gente sai por aí falando pra Deus e o mundo ouvir: “Deu no jornal” ou “deu no Jornal Nacional”. Ou pior ainda, “você não viu no Fantástico?”. Ter saído nestes meios de comunicação é quase um atestado de confiabilidade, de verdade.Um certificado de garantia. Sabemos que não é nada disso. Mas o mito da neutralidade e da objetividade continua. Deu no jornal, é verdade. Deu na televisão. E, a partir daí, para milhões e milhões de telespectadores é o fim do mundo: é a verdade sagrada dos deuses dos céus. E para muitos, até o rádio faz parte das verdades sagradas. Mas aqui vai um alerta seríssimo do Boteco do Valente: a mídia é uma das duas componentes da disputa de hegemonia na sociedade. A hegemonia se garante com força e consenso. E a mídia é muito útil para produzir consenso. Ela não é neutra coisíssima nenhuma. E para compreendermos uma determinada realidade social, devemos procurar pela raiz dos fenômenos que nela incidem. Para isto, precisamos das
mais completas e seguras informações sobre a situação econômica e política do período que queremos estudar e sobre as transformações econômicas, políticas e culturais  que levaram a um determinado quadro político e social. Devemos nos acostumar a consultar sites e fontes que tenham sua qualidade confirmada por um conjunto de movimentos sociais, universidades, órgãos não-governamentais e governamentais. E saber quem os alimenta e para quê. Deve-se levar em conta quem informa e como recolheu a informação e, sobretudo, qual o objetivo de mandar ou disponibilizar tal ou tal outra informação. Precisamos sempre ter presente que cada fonte tem sua base ideológica. Por isso, devemos nos esforçar para ter a frieza de anatomistas. Nossos anseios, reclames, nossa raiva ou nossos desejos podem esperar para ser ativados no momento das propostas de ação, na defi nição de ações para mudar determinada conjuntura a nosso favor. Antes disso, como dizia o filósofo, nem rir, nem chorar; mas, sim, compreender. A nossa análise de informações necessárias para uma ler uma notícia deve sim funcionar como uma  espécie de dissecação de um cadáver. Dissecação da realidade sobre a qual se quer pensar.Há informações que podem ser encontradas em profusão na Internet. Mas... todo cuidado é pouco. A Internet é mais vulnerável do que o papel...aceita qualquer porcaria! Quem quiser pode espalhar suas pérolas ou seus venenos, desde um moleque irresponsável até os chamados “serviços de inteligência”, com sórdidas finalidades. Para basear-se nas informações da Internet é preciso ter uma listagem de sítios, portais, agências, blogs e redes de e-mails que sejam testados, conhecidos.Quando se entra em contato com fontes desconhecidas,é necessário usar a eterna prudência e desconfiança.Não é porque uma notícia está  na Folha, no Estadão, saiu no Jornal Nacional ou no Fantástico, virou capa da semana na revista Veja e afins que está correta. Depende de quem a colocou lá. E isso vale para todas as inúmeras fontes, com os trilhões e informações que estão disponíveis para bilhões de usuários.Todas as informações vêm de fontes. É importante se assegurar de que estas fontes sejam seguras.Você beberia água de uma fonte qualquer, sem saber se o líquido que sai dela é limpo ou contaminado? As aparências não são uma boa base para planejar uma ação. Uma água pode ter uma linda aparência cristalina e ser envenenada. Pois é, com a informação é a mesma coisa. Precisa-se conhecer a origem da informação, ou seja, a fonte. Às vezes, a gente até  aceita beber uma água nem tão boa – mas sabendo que vai ter algum problema ou uma tremenda complicação estomacal. E devemos procurar a boa água.

6 de janeiro de 2011

BOLSA FAMÍLIA: CEF DÁ BEIÇADA HISTÓRICA!

A Caixa Econômica Federal vai cobrar dos beneficiários do Bolsa Família os valores repassados a mais, em setembro e outubro, por conta de erro do sistema do banco (o mais apropriado nesse caso seria beiçada!). Segundo informações da Caixa, foram transferidos indevidamente (um beiço monstro, dessese dignos  de entrar para a História do Brasil!)  R$ 11,153 milhões para a conta de 82.595 famílias (a galera passou a metade de 2010 com o bolso cheio de grana!). O desconto dos valores começará a ser feito a partir de março (hummmmmm.... sei esse desconto!).

Segundo o superintendente nacional de programas sociais da Caixa, Roberto Barreto, o problema foi identificado no fim de outubro e corrigido em novembro (depois que o leite derramou, não adianta chorar!). Ele fez questão de frisar que não há relação entre a falha do sistema e o período eleitoral. 'Foi uma fatalidade, um erro. A Caixa vai buscar o ressarcimento para que a União e a sociedade não sejam prejudicadas', disse.

Barreto explicou ainda que todas as famílias que receberam um benefício maior do que devido receberão uma notificação do banco, informando que o valor pago a mais será descontado do benefício do mês seguinte. O desconto mensal não será superior a 25%, ou seja, algumas famílias devolverão o dinheiro em até 27 meses. 'Algumas conseguirão pagar em duas parcelas. Outras precisarão de 27 meses. Mas 75% das famílias vão devolver os recursos em até 12 meses.'

Segundo Barreto, o problema no sistema ocorreu no momento da atualização dos cadastros desses beneficiários. Com isso, algumas famílias que não teriam mais direito ao valor básico do benefício acabaram recebendo o montante indevidamente. A maior parte das famílias que receberam a mais, 50,34%, é do Nordeste.

O Bolsa Família atende mais de 12 milhões de famílias. Dependendo da renda familiar por pessoa (limitada a R$ 140), do número e da idade dos filhos, o valor do benefício pode variar de R$ 22 a R$ 200. Agora eu quero ver o bicho pegar, pois a CEF já entrou 2011 fazendo feio, e eu quero ver alguém devolver, pois metade desse dinheiro já foi praticamente gasta!

11 de junho de 2010

O Estudo Físico dos Ônibus Como Meio de Transporte Público

A física é uma ciência que estuda as propriedades gerais da matéria, os seus fenômenos e as leis que os regem. Nesse caso estaremos vendo esse estudo da física nos ônibus públicos daqui de Bauru, porém iremos fazer esse estudo de uma forma um pouco diferente da que os físicos usam, até mesmo porque nós do Boteco do Valente não somos do time deles.

Essa questão começa com a implantação da entrada dos usuários dos ônibus pela porta da frente (ou do meio) e a saída pela porta de trás, aqui em Bauru. A roleta se localiza a uma pequena distância de onde se encontra a cadeira do motorista, separando pagantes de não pagantes sendo algumas vezes a maior concentração de pessoas na região que antecede a roleta (catraca) concentrando-se o maior peso nessa parte do ônibus.

A parte mais interessante da física, pelo menos aqui no nosso estudo, é a mecânica, especificando melhor, analisaremos os movimentos os movimentos dos corpos. É o primeiro ponto para iniciarmos o questionamento às empresas de ônibus.

Nós somos corpos em repouso tendo como referencial o ônibus que se aproxima o qual é justamente o que queremos pegar para chegar ao nosso destino. Depois de três ônibus terem passado direto [vai ver, o globo ocular (olhos) do motorista estavam embaçados, ofuscados ou algo do tipo], fazemos um sinal e esse pára no ponto. Nós deslocamos os nossos corpos até a roleta, o motorista, o motorista dá a partida assim que o último corpo se lança para dentro do ônibus o qual avança com o movimento acelerado fazendo com que os nossos corpos que se deslocavam contra a trajetória do ônibus sejam jogados para trás batendo com as nossas costas na roleta que havíamos acabado de atravessar. Nisso, os livros que nós carregávamos caem em queda livre das nossas mãos. No sacolejar do ônibus é impossível encontrar qualquer que seja o corpo em repouso, seja qual for o referencial, sem contar, é claro, com o cobrador que permanece intacto, dormindo com a cabeça sobre os braços.

Outro fato que ocorre comumente no cotidiano das viagens de ônibus é o trabalho mecânico, simplificando: após ter batido com as nossas costas e ter pego os nossos livros caídos no chão ainda temos que enfrentar a viagem em pé, pois a condução encontra-se tão lotada que é capaz de quebrar a lei que diz que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço. Mas o pior estava por vir quando uma pessoa obesa de massa igual a 120kg começa se projetar em direção à traseira do ônibus aplicando uma força jogando o seu corpo contra os demais passageiros onde todos possuem massa inferior, inclusive nós, sendo assim, todos nós sendo jogados em cima dos passageiros que se encontravam sentados.

Saindo da mecânica e passando rapidamente pela termologia. Começa a cair um verdadeiro toró e o pessoal começa a fechar todas as janelas, nenhuma sequer ficou aberta. Elas começam a embaçar e nada pode se ver através delas, mas isso não é o pior. A temperatura dentro do ônibus começa a se elevar causando um mal estar em todos os passageiros, fora o fedor que começa a impregnar o ônibus.

O problema é que está ocorrendo o fenômeno que o pessoal chama de “sol e chuva, casamento de viúva”. Faz 42ºC lá fora e, partindo para outra área física, os raios de luz do sol passam pelo vidro como energia e ao retornar se transformam em calor, sendo assim, não atravessando o vidro, e pior, causando uma elevação absurda da temperatura, sem contar os engraçadinhos que ficam eliminando os “gases perfeitos” impregnando o ambiente já agradável que é o ônibus público.

Agora a questão da ótica geométrica: vários estudantes começam a entrar no ônibus, isso quando o motorista levou mais de duas horas para subir um cadeirante pelo elevador de acesso, que fica na porta do meio, e outro passageiro estava carregando o cartão eletrôncio na catraca, lotando a dianteira e fechando completamente a visão dos passageiros, pois a segregação foi feita e os não-pagantes se concentram na parte da frente/alguns no fundo. Dois passageiros não conheciam muito bem o local e não sabiam exatamente onde descer, para piorar a multidão localizada na frente impede totalmente a visão dos dois passageiros que depois de muita tentativa viram o ponto que iriam descem acabar de passar.

Então um deles puxa a cordinha, depois de ter se cansado de apertar o botão, mas há um tremendo fuzuê, que é impossível ouvir a campainha tocar, o ônibus está praticamente cheio até a tampa, a ponto de não se ver o indicador de parada solicitada aceso, e o motorista passa direto pelo ponto, pois também não viu a luz do mostrador porque tanto o seu globo ocular estava ofuscado, como a eletricidade do ônibus estava com problemas.

Mas agora falaremos de ondas. Depois de terem apertado o botão que inidica onde vamos descer, e até mesmo puxando a cordinha umas cinco vezes, os dois passageiros mordidos da vida começaram desesperadamente a gritar para o motorista, mas as janelas agora abertas fazem com que as ondas das vozes dos passageiros vão contra a direção do vento. Mesmo que a velocidade do som da voz seja muito alta e passe pela barreira de ar ainda encontra outros dois obstáculos: a falação dos demais passageiros e o ronco do motor que se localiza ao lado do motorista, sem contar que o cobrador ainda encontra-se em pleno repouso, fora o fato que a catraca é eletrônica, também, hoje é segunda-feira, o cara deve ter tomado todas ontem, ou então, o coitado teve que dobrar a noite trabalhando para conseguir uma graninha extra, isso se o ônibus, na sua última viagem, não foi assaltado.

Enfim, depois de tanta gritaria, mais de uma porrada de  passageiros berrando, pois queriam descer e o ônibus passando por cinco pontos além do que os dois primeiros passageiros queriam é que o cobrador consegue sair do seu repouso e avisar ao motorista que tem gente querendo descer. Pior é que o infeliz do motorista não vê se todos os passageiros já desceram e dá a partida fazendo com que um rapaz cheio de bolsas caia no chão...

Esse procedimento se repete várias vezes todos os dias. Ainda há de chegar o dia em que todos os passageiros se cansarão dessa zorra que virou o transporte público de Bauru (pra não ter de dizer termos piores!)  e se manifestarão contra os problemas que o mesmo apresenta (alô,prefeito Rodrigo Agostinho, Transurb, Conselho Municipal dos Usuários do Transporte Coletivo de Bauru, EMDURB e afins!) e começarão a gritar em coro: “Ninguém agüenta, ninguém agüenta, ninguém agüenta!..”

10 de junho de 2010

Profissão: Político Mamador!

Há um provérbio cambojano que diz: “Quando elefantes brigam, o capim é esmagado.” Desde a Antiguidade é fácil apontarmos os elefantes, muito mais o capim.

Karl Marx dizia que: “os filósofos se limitaram a interpretar o mundo de diferentes maneiras; o que importa é transformá-lo.” O mesmo explicou muito bem em suas obras que a história da humanidade está diretamente relacionada à política e economia. A partir daqui podemos entender a situação em que vive nosso povo, o Brasil.

A política no Brasil é uma vergonha. Veja só a patifaria que isso virou:há mais de 500 deputados federais e mais de 80 senadores. Os Estados possuem mais de 70 deputados estaduais. Cada político desses desconta nos cofres públicos uma média de R$ 60.000,00 por mês. Por favor, nem pense em fazer as contas, pois isso é subversão!

Quem paga essa conta? É, a gente, o povo, que paga impostos absurdos em troca de desemprego, miséria, falta de infra-estrutura, saúde e educação precárias e muito mais, tudo isso se matando de trabalhar pra sustentar essa raça de parasitas!

Mas não reclame, pois isso é coisa de subversivo! Até nos nossos municípios há desacertos. Em boa parte desses no Brasil, seus prefeitos e vereadores ganham mais de R$ 1.000,00 enquanto a população mal ganha um salário. A maioria dos municípios brasileiros são pequenos e têm uma arrecadação mínima. Mesmo assim, os bons salários dos políticos não podem ser mexidos, são intocáveis!

Se fossem só os vereadores que tivessem bons salários a questão orçamentária não seria problema.  Ainda vêm junto no pacote os secretários (nas esferas municipal, estadual e nacional, salvo raras exceções, que fazem jus  aos salários que ganham !) , que costumam receber mais que os vereadores.
Por que será que a maioria dos funcionários públicos (inculsive os braçais terceirizados e estagiários,hein, seu bando de  bundas-moles?) não recebe bem também? Será que algum deles quer ter o prazer de responder essa simples pergunta para o povo?
Aliás, há os funcionários privilegiados (leia-se os cargos de confiança , ou melhor, comissionados , as chamadas boquinhas)...

Indo direto ao ponto, sem enrolação: nossos políticos querem que sejamos solidários, que saibamos entender o momento histórico de nosso país e outras lorotas, mas eles querem mesmo é mamar. O negócio hoje não é estudar, é se candidatar!

Realmente o fracasso de nosso país está ligado  aos desacertos políticos de nossa história. Precisamos conhecer nossa política e não aceitar essas palhaçadas, ou seja, precisa-se de mudança, se não o capim continuará sendo esmagado, enquanto os elefantes  não cansam de engordar ás nossas custas! Na hora de votar esse ano, pense bem nisso!




“Deixe-me dizer, mesmo correndo o sério risco de parecer ridículo, que o verdadeiro revolucionário é guiado por grandes sentimentos de amor.”
(Ernesto Che Guevara)