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23 de março de 2012

Baterias das Escolas de Samba de São Paulo e Rio de Janeiro e Seus Apelidos


Bateria que se preze não é só fazer bonito na avenida, tem que ter um nome, pelo qual seja conhecida.Algumas baterias tem nomes ou apelidos que são atribuídos de acordo com alguma característica da mesma, ou da própria escola, ai estão alguns deles:







BATERIAS DE SÃO PAULO

Unidos de São Lucas - Ritmo Original
Acadêmicos do Tatuapé - Qualidade Especial
Acadêmicos do Tucuruvi - Pulso Forte
Águia de Ouro-  Batucada da Pompéia
Barroca Zona Sul - Batucada 1000º Graus 
Camisa Verde e Branco - Furiosa da Barra Funda
Colorado do Brás -  Ritmo Responsa
Combinados de Sapopemba - Sapucada
Dragões da Real - Ritmo que Incendeia
Estrela do 3o. Milênio - Pegada da Coruja
Gaviões da Fiel -  Bateria Ritimão
Imperador do Ipiranga -  Bateria Só quem é
Império de Casa Verde -  Arame Farpado/Estandarte de Ouro*
Independente -  Ritmo Forte
TUP - A Mais Vibrante
Tucuruvi - Bateria Pulso Forte
Vila Maria - Cadência da Vila
Leandro de Itaquera -  Majestosa
Mancha Verde -  Puro Balanço
Mocidade Alegre - Ritmo Puro
Mocidade Unida da Mooca - Bateria Chapa Quente
Morro da Casa Verde -  Fera D+
Nenê de Vila Matilde-  Bateria de Bamba
Pérola Negra -  Ritmo Terror
Unidos de Vila Maria - Cadência da Vila
Unidos do Peruche -  Rolo Compressor
Rosas de Ouro - Batucada d'Responsa
Tom Maior -  Tom 30/Sensação**
Torcida Jovem -  Batucada Firmeza Total
Uirapuru da Mooca - Moocadência
União da Vila Albertina -  Ritmo Frenético
Unidos de Santa Bárbara - Batukada Tempestade do Samba
Unidos de Vila Maria -  Batucada Raiz Verdadeira
Vai-Vai -  Pegada de Macaco
X9 Paulistana  - Ninguém Dorme



BATERIAS DO RIO DE JANEIRO


Mangueira -  Surdo Um
Salgueiro - Furiosa
Mocidade Independente - Bateria Não Existe Mais Quente
Portela - Tabajara do Samba
Império Serrano - Bateria Sinfônica do Samba
Caprichosos de Pilares - Bateria Venenosa de Pilares
Estácio de Sá - Bateria Medalha de Ouro

Vila Isabel - Swingueira de Noel
Unidos da Tijuca - Pura Cadência
Beija-Flor de Nilópolis - Trovão Azul
Acadêmicos de Santa Cruz - Tabajara
Viradouro - Bateria Furacão Vermelho e Branco
União da Ilha - Bateria 40º Graus
Imperatriz - Swing da Leopoldina
Tradição - Explosão de Elite
União do Parque Curicica - Bateria Audaciosa
Porto da Pedra - Bateria Ritmo Feroz
Grande Rio - Invocada
Rocinha - Ritmo Avassalador
Inocentes de Belford Roxo - Cadência da Baixada
Paraíso do Tuiuti - Bateria SuperSom
Beija-Flor - Bateria Trovão Azul
Acadêmicos do Cubango - Bateria Folgada

* A Bateria da Império de Casa Verde se chamava Arame Farpado mas atualmente (dezembro/2011) usa o apelido de Estandarte de Ouro.

** A Bateria da Tom Maior sempre foi chamada de Bateria Sensação, mas depois da nota 30 no carnaval de 2008 foi carinhosamente apelidada de Bateria Tom 30. Hoje em dia, a Bateria é chamada pelos dois nomes.

18 de agosto de 2011

Crie rótulo de cerveja com seu nome, notas personalizadas com sua foto com Festisite

Festisite - http://www.festisite.com/welcome/ é mais conhecido pela sua ferramenta online  Geradora de notas personalizadas, contudo há  várias outras  Ferramentas para criar uma divertida brincadeira online.
Contém geradores de todos os tipos: poesia, jornais, rimas, Postais cartões, calendários, também podemos criar notas com nossa foto, cartas de baralho, entre outras coisas, para usar como exemplo  personalizamos um rótulo de cerveja, mas tem também o http://www.beerlabelizer.com/, entre outros!

11 de março de 2011

Respire fundo e não tire os olhos...

Você consegue olhar aqui por muito tempo?

Tema para festa: Boteco

Veja aí as dicas do Boteco do Valente para uma festa com o tema Bar/Boteco:
Você pode alugar uma choperia, ou mesmo comprar um fardo de guaraná, caso você não beba, para servir chopp/guaraná durante toda a festa.
•Coloque amendoim, ovo de codorna e azeitonas em vasilhas coloridas nas mesas dos convidados.
•Contrate uma banda de partido alto para animar seus amigos, ou então junte alguns amigos seus que gostam de uma boa batucada. Se você não gostar de partido alto, contrate alguém que faça voz e violão. O legal é que tenha som ao vivo para a festa ficar mais original!
•Para decorar,  você pode usar tecidos tensionados de lycra de diversas cores.
•Para as comidas sirva salgadinhos fritos na hora, bem quentinhos (bolinhos de bacalhau, croquete de carne, bolinho de queijo, porções de batata frita, mandioca frita, …)
•Os guardanapos podem ficar na mesa, dentro de copos, como costumamos ver em bares e botecos.
•Toalhas de mesa xadrez… nada mais original!
•Copo Americano de vidro… aquele que todo boteco tem que ter!
•Seria legal também que você arrumasse um quadro negro, que é bem original de botecos, ou então coloque murais com varias frases e provérbios irreverentes e divertidos.
Exemplos:
“Fiado é igual a barba, se não cortar, só cresce!!!”
“Fiado, só amanhã."
"Fiado, só para Deus."
"Fiado, nem a cunhado."
"Quem dá fiado, dá dado."
"Quem come fiado, anda magro."
"Quem tiver pecado, não peça fiado."
"Quem vende fiado, se arrepende dobrado."
"Nem com o mar contar, nem a muitos fiar."
"Quem pedir fiado, paga mais que dobrado."
"Fiado é igual a barba, se não cortar só cresce."
"Quem pede fiado, é bom comprador e mau pagador."
"Quem vende fiado, perde a mercadoria e também o freguês."
"Fiado só para maiores de 80 anos, acompanhados pelos pais."
"Fiado só se faz a um bom amigo, e o bom amigo nunca pede fiado."
"Fiado vendeu, inimigo ganhou; amigo perdeu, se dinheiro emprestou."
"Quem mais pede fiado, é quem menos quer pagar."
"Fiambre e fiado fazem bem e fazem mal."
"O fiado quebra sempre pelo mais fraco."
"Nunca fiar de quem uma vez te enganar."
"Dinheiro é remédio, fiado só amanhã."
"Dinheiro é saúde, fiado só amanhã."
"Quem compra fiado, paga dobrado."
"Porco fiado, todo o ano grunhe."
"Fiado, era só até ontem."
"Fiado, nem rebolando."
"Fiado, nem água."
•Garrafas e latas de várias bebidas diferentes podem ficar em uma prateleira.
•Na entrada da festa você pode colocar um placa como se fosse o nome do bar. Você pode fazer essa placa com cartolina ou outro tipo de papel.

19 de fevereiro de 2011

Origem do Nome Wander


Qual a origem do nome Wander: GERMANICO



Significado de Wander

Qual o significado do nome Wander: DE "VAN DER". VINDO DE ALGUM LUGAR, PEREGRINO(A).

Significado e origem do nome wander - Analise da Primeira Letra do Nome: V

Possui um lucidez incomum, especialmente no que se refere julgar o mundo e as pessoas. Sempre abre a boca para dizer a coisa certa. O problema é que não vive com os pés chão, e desliga sua atenção com uma rapidez incrível. As vezes isso da a impressão de não estar nem ai para o que acontece a sua volta. Liberdade, é uma coisa muito importante para você e, e por esta razão prefere resolver sozinho seus problemas sem pedir ajuda ou conselhos a quem quer que seja. Não gosta nem de dar nem de receber ordens. E precisa aprender a controlar a teimosia.

17 de fevereiro de 2011

Vá para esse bairro!

Comprovado, “Puta que Pariu”, existe… Quando alguém lhe disser: “Vá pra Puta que o Pariu!”, não vai ter mais problema, pois o lugar existe… e dá até pra gente ir de ônibus! – recebi essas fotos de um email de um amigo, e pasmem fui pesquisar no pai google e estava lá! Fica na cidade de Bela Vista de Minas, em Minas Gerais. Bela Vista, uma cidadezinha cercada de mato no interior de Minas Gerais, ( no Brasil é claro). Uma grande surpresa, um dos bairros tem o nome de Puta que Pariu ! Acredite se quiser! O município de Bela Vista de Minas foi criado pela Lei nº 2764, de 30 de dezembro de 1962, desmembrando do município de Nova Era, declarando naquele momento, às margens do Córrego do Onça a Independência de Bela Vista de Minas. A cidade é divida em 7 bairros: Bela Vista de Cima, Lages, Serrinha, Córrego Fundo, Favela, Boca das Cobras e … Puta que Pariu (não, este blog não está te xingando, não, caro leitor , esse é o nome do bairro mesmo!). Podem pesquisar, é verdade !!! É só digitar “Puta que pariu” no Google e confirmar! Só no Brasil mesmo .. Imaginem o padre da paróquia dizer que vai celebrar uma missa na Puta que Pariu ?! Ou o Jornal nacional informar que o debate entre os candidatos ao governo de Minas sera realizado na Puta que pariu. Ou ainda… Bancada do DEM reúnem se neste final de semana na puta que pariu para distribuição dos Panetones. Agora você já sabe. Quando quiser mandar alguém para aquele lugar, é só dizer: pega o 307 !!! 
História do Bairro Puta que Pariu

povoado com as denominações: “Onça de Cima” por causa das terríveis onças assassinas do oeste novaerense e “Onça de Baixo”, já que nessa região da vai pra puta que pariu cidade as onças eram muito tristes e viviam cabisbaixas. Algum tempo depois construíram uma capelinha em honra de São Sebastião, passando a chamar-se São Sebastião de Bela Vista, rejeito de New Era City (grandes coisa ser de nova era, O município de Bela Vista de Minas foi criado pela Lei nº 2764, de 30 de dezembro de 1962, desmembrando do vai pra puta que pariu município de New Era City e vai pra puta que pariu declarando naquele momento as margens do Corrego do Onça a Independêvai pra puta que pariu ncia de Bela Vista de Minas, a maior besteira que poderia ter sido feita até hoje. O amontoado povoado, que era conhecido por Bela Vista, não chegou a ser distrito (ainda bem né!), sendo elevado diretamente a Sede Municipal (que loucura!) com denominação vai pra Puta que Pariu de Bela Vista de Minas no dia 29 de abril de 1964 o famoso Dia Verde.

28 de janeiro de 2011

Uma cidade chamada Guaçuí...

Sabe onde é Guaçuí? É uma pequena cidade do Espírito Santo, situada na região serrana do estado, em plena Mata Atlântica.Um lugar onde há muitos animais silvestres, inclusive veados. Tem uma história interessante, quer ver? Antigamente, era distrito do município de Alegre, bem pertinho. O primeiro nome de Guaçuí foi Veado, certamente por causa da existência de tantos desses bichos naquelas paragens. Aliás, a energia elétrica chegou ali trazida pela Companhia de Eletricidade Alegre Veado. Emancipado do município de Alegre em 25 de dezembro de 1928, o distrito de Veado virou cidade e manteve seu polêmico nome. Fica a 50 quilômetros da serra do Caparaó, cujo ponto culminante é o Pico da Bandeira, a quase 3 mil metros acima do nível do mar e até algum tempo o lugar mais alto do Brasil. Embora gente pacífica, seus habitantes não se conformavam com o nome da cidade.Muitos se constrangiam ao responder onde moravam e, ao dizer o seu gentílico, eram motivo de galhofa:

 – Quem nasce em Veado, é o quê (epa! começavam as piadinhas imbecis!)?

Começou um movimento para alterar esse nome. A comunidade pressionou o prefeito a solicitar a mudança ao IBGE alegando os motivos óbvios. Meses depois, cumpridos os trâmites legais e burocráticos, a cidade passou a chamarse Siqueira Campos. Siqueira Campos?, estranhavam alguns desinformados. Quem era? Logo ficaram sabendo que o novo nome homenageava Antônio de Siqueira Campos, militar e um dos líderes dos chamados tenentes da revolução de 1930 que levou Getúlio Vargas ao poder. Um dos “18 do Forte de Copacabana”, exilou-se posteriormente no estrangeiro e participou da épica Coluna Prestes. Morreu na queda de um avião nas proximidades de Montevidéu, no Uruguai, e deixou uma legenda de audácia e heroísmo. Pois bem, tudo corria em paz na cidade agora chamada Siqueira Campos, até surgir inesperado problema que provocou viva indignação na família do homenageado. Um problema de ordem postal, veja você. Como naquele tempo ainda não havia sido instituído o Código de Endereçamento Postal (CEP) pelos Correios, as pessoas passaram a expedir as correspondências para tal cidade identificando assim o destinatário:

Ilmo. Sr.
Fulano de Tal
Rua Tal, número Tal
Siqueira Campos (ex-Veado)
Espírito Santo, ES

Aí começou o pampeiro! Positivamente, pegava muito mal para a memória do supracitado militar. A família, bastante irritada, exigiu nova mudança. Não foi fácil nem rápido.O processo se arrastou com exaltadas discussões no plenário da Câmara Municipal, em debates envolvendo grupos familiares e religiosos, irados membros da TFP, senhoras apreensivas e perplexas.Ao que se saiba, os poucos gays que, na época, já haviam saído do armário,embora estivessem a favor da manutenção da explicação postal, não criaram maiores problemas. Afinal, pacificados os ânimos e com a promessa do IBGE de atender ao pedido de nova mudança do nome, a cidade aguardou a decisão. Ela veio. Siqueira Campos passaria a chamar-se, doravante, Guaçuí. Mas o que significava Guaçuí, todos se perguntavam nos bares e esquinas da cidade. Ninguém sabia, até que um sujeito curioso sobre a origem das palavras consultou bons compêndios e trouxe a resposta. Guaçuí, em tupi, quer dizer veado grande. Hoje, a vida segue mansa na “Pérola do Caparaó”, ninguém mais reclamou...

23 de outubro de 2010

Comparação entre a gíria de Moreira da Silva e Bezerra da Silva

Dicionário de Bezerra da Silva de Malandrez (Malandrês)

Dedo de anzol – delator ou alcagüete
Língua nervosa - delator ou alcagüete
Língua de tamanduá - delator ou alcagüete
Dedo duro - delator ou alcagüete
Dedo de seta - delator ou alcagüete
Dedo de cimento armado - delator ou alcagüete
Língua maldita - delator ou alcagüete
Língua de sabão - delator ou alcagüete
Levar eco – levar tiro
Ripar – surrar
Um sete um – falsário
Um cinco um –gato, ladrão
Gato mestre – gato, ladrão
Quatorze – gato, ladrão
Cento e cinqüenta e sete (artigo157 do Código Penal) – assalto à mão armada
Grampeado – preso
Cabrito importado – muamba
Sair no pinote – fugir
Corcovear – se esquivar
Ficar miudinho – se preparar para a briga
Cachanga – barraco, casa
Cerva – cerveja
Ciscante - galeto assado
Corujão – curioso, alcagüete
Boca isolada – lugar
Pintou sujeira –  tem delator na área
Dois oito um (artigo 281 do Código Penal) tráfico de drogas
Artigo doze – tráfico de drogas
Dezesseis (artigo 16 do Código Penal) vício de drogas
Muvuca – muita gente
Cana dura – polícia
Tira – polícia
Homens – polícia
Kojak – polícia
Matraca – metralhadora
Dividida – troca de tiro com os “ homens” (polícia)
Malandro rife – boa gente, gente fina
Fraga – flagrante
Fragoroso – flagrante
Antena – chifre na cabeça dos outros
Bater pra alguém – avisar
Mestre tubara – ladrão de gravata
Tubarão – ladrão de gravata
Esperto demais – otário
Malandro demais – otário
Gavião – paquerador
Ricardão – paquerador
Uns e outros – a pessoa de quem se fala
Vinte e um – marido traído
Touro – marido traído
Cara de boi – marido traído
Lubiza – capeta
Dois é de caifaz – capeta
Coisa ruim – capeta
Forma de fazer capeta – capeta
Espírito mau – capeta
Forma de fazer lubisomem – capeta
Forma de fazer pomba gira – capeta

O Dicionário tem a assinatura de Jorge Garcia, um dos autores de “os Direitos do Otário”, com 1000tinho e foi distribuído junto com o LP, “Alô malandragem, Maloca o Flagrante”, na folha que contém as letras das músicas.

Joaquim Ferreira dos Santos, então responsável pela seção Música, da Revista Veja, na edição de 27.07.1983 (há 20 anos) sob um correto “Diário do Morro” e um subtítulo, pouco correto, o “cantor dos bandidos” Bezerra da Silva, saudou o 11º LP de Bezerra da Silva, Produto do Morro, como uma “impagável seleção de sambas-crônicas sobre a filosofia, personagens e costumes desse que conhece como poucos”. Dizia que “desde Moreira da Silva nâo surgia um sambista que soubesse retratar com tanto humor e malícia vida nos morros e subúrbios cariocas”.

Bezerra da Silva, então com 47 anos, (hoje tem 67) “tem a vantagem de uma grande vivência com os malandros da cidade”. “Preso várias vezes por vadiagem, Bezerra visitou quase todas as delegacias da Zona Sul (do Rio) e reconhece no escuro o perigoso caminho que leva às mais escondidas biroscas dos morros”.

Tarik de Souza, no Jornal do Brasil, de 23.04.1986, escreveu um belo texto comparado sobre Moreira da Silva e Bezerra da Silva, sob o titulo: “Conversa de bambas, o confronto dos malandros”, apontando Moreira e Bezerra como “dois autênticos representantes da malandragem carioca”. O pretexto foi o lançamento do LP de Bezerra, “AlÔ Malandragem, Maloca o flagrante”, com o que rotula de “condimentados sambandidos”.

As conclusões sobre “uns e outros”

“Moreira pega leve, como os de sua geração. Vigora o paco, célebre conto do vigário, o sonho com o milhar do bicho, o amigo urso que pede emprestado e não devolve. No máximo esvai-se em sangue, em slow motion humorístico, o vagulino de Na Subida do Morro, aquele que “bateu numa mulher que não era sua” e acabou esfaqueado anatomicamente – “Duodeno, vesícula biliar, faço-lhe uma tubagem” – Protesto no máximo contra a inadimplência dos devedores do BNH (Inadimplente).

Bezerra pega pesado. Tiros, sierenes de polícia, profissão de cadáveres e muita picardia saem de seu disco. Os dedos-duros, línguas de tamanduá, são impiedosamente vergastados, assim como os otários e corujões (curioso alcagüete).”

“Da era do malandro alinhado, chapéu de panamá, camisa de malha de seda, que no máximo prometia deixar o rival “todo cortado’, a artilharia pesada da mais brava, do tempo do malandro rife, não apenas as armas e as gírias, mas também os costumes mudaram. O que se segue, mais do que um glosssário comparativo, seria um hipotético diálogo de gerações, situações e cacoetes da marginalidade carioca. Com a palavra, dois de seus mais ilustres intérpretes”:

Comparação entre a gíria de Moreira da Silva e Bezerra da Silva

Moreira Bezerra
Pequena (mulher) criança
Encanado (preso) grampeado
Dar um castigo (surrar) ripar
Peixeira (faca) matraca (metralhadora)
Justa (polícia) cana dura, tira, kojak
Delerusca (delegado) homem da lei
Vagulino (vagabundo) crocodilo, corujão
Aço no abdômem levar um eco (tiro)
Mato sem cachorro (flagrante) pintou sujeira
zé mane (otário) marcou bobeira
presunto (defunto) comida de piranha
rango (refeição) ciscante (galeto assado)
boteco (botequim) boca isolada (lugar)
desguiar na carreira (fugir correndo) Dar o pinote,corcoviar, saltar de banda, sair batido
pendura (sair sem pagar) Um sete um (falsário)
muamba (produto ilegal) Cabrito importado
entregador (delator) língua nervosa

Paulo Pestana, então no “Correio Braziliense”, publicou em 12;05.1986, sob o título de “Bezerra da Silva abre temporada do samba com malandragem”em que transcreve o glossário de “malandrês, que estava inserido no LP , “Alô malandragem, Maloca o Flagrante”.

Aproveitando o lançamento do mesmo LP, “Alô malandragem, Maloca o Flagrante”, Marcelo Beraba e Fernando Paulino Neto, na Folha de São Paulo, de 08.06.1986, publicaram uma entrevista com Moreira da Silva e Bezerra da Silva. “São dois malandros que se curtem mas fazem questão de mostrar que suas obras são muito diferentes: Moreira inventou o breque e o seu malandro é um personagem muito bem vestido de terno branco que nunca banca o otário; o samba de Bezerra é recolhido nos morros do Rio e da Baixada Fluminense e são chamados por ele de reportagens do cotidiano”.

17 de setembro de 2010

RG Alvinegro

Eu já tenho, e você?

Se ainda não tem, visite o site da Republica Popular do Corinthians
 e faça o teu.
Também pode emitir outros documentos,cabra arretado!

27 de março de 2010

O fudevu do Xexéo

Tive um chefe que, quando estava querendo contar que aconteceu alguma confusão, dizia que "fulano armou o maior fudevu".

Sempre que escutava esta expressão, arregalava os olhos, mas não falava nada, que chefe a gente não interpela, ainda mais quando está exaltado relatando um fudevu.

Coincidência das coincidências, me perguntava que diabos era aquilo. Se era da cabeça do chefe, já que nunca tinha escutado aquilo antes.


Aí leio no Xexéo uma interessante explicação para a expressão. Eis o delicioso relato do colunista d'O Globo:


"Nunca soube de onde surgiu a expressão fudevu. Sei o que significa. Não está registrada no Aurélio. Mas quer dizer mais ou menos a mesma coisa que furdunço, popularizada por Aguinaldo Silva em suas novelas. Ou charivari, meio antiga, mas igualmente expressiva. Baratavoa. Enfim, minha preferida é fudevu. Que além de tudo tem um som ligeiramente pornográfico. Como diria aquela nossa amiga modelo-e-manequim, é quase uma palavra de baixo galão. E a leitora Neide Archanjo sabe direitinho como surgiu o termo:


Segundo ela, veio de uma temporada que, há muitos anos, a cantora francesa Danny d’Aubersson fez no Quitandinha. Confesso que não sei quem é. Nem achei nada a seu respeito na internet. Mas Danny, tudo indica, era uma tremenda sapatona do balacobaco. Chegou ao Rio acompanhada por sua namorada. Naqueles tempos isso era inteiramente ousado,mas a cantora, “de voz rouca e repertório romântico”, dirigia especialmente para a namorada, que se sentava sempre numa mesa da primeira fila, a canção “Je suis fous de vous” (sou louca por você). A platéia adorava o trocadilho em português provocado pelo título francês e toda noite pedia aos gritos: “Canta o fudevu! Canta o fudevu!”. Durante um tempo, Danny emocionava-e com o sucesso que fazia. Mas logo descobriu a safadeza, chamou o público de “canalhas”, armou um fudevu e foi-se embora".