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15 de setembro de 2010

Viaduto Inacabado: está voando pena pra todo lado!



A empreiteira Camargo Corrêa abriu com a Prefeitura de Bauru negociações para tentar um eventual acordo em uma ação de cobrança judicial por atrasos e medições não pagas nas obras do viaduto inacabado. De cara, a astronômica cifra apresentada pela empreiteira é de R$ 17 milhões. A informação é do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB). Em primeira instância, o município foi condenado a pagar R$ 5.918.053,11 pelos atrasados, em meados de 2008. Mas a conta está inflando rapidamente a cada obstáculo que envolve as vontades direta e indireta pela resolução do problema.

Na última sexta-feira, ao comentar nota da coluna Entrelinhas - que pontuou que a demora na negociação alimenta o crescimento da conta e, por consequência, dos honorários advocatícios da demanda, o prefeito disse que a empreiteira está cobrando R$ 17 milhões. Rodrigo disse estar atento à margem de argumentação por um eventual “desconto” sobre a dívida. Também afirmou que já pediu a realização de cálculos para levantar se o valor pedido representa a realidade.

De outro lado, o chefe do Executivo tem outras informações para levar em consideração. Do ponto de vista da planilha financeira, caso o valor apontado na sentença de primeira instância esteja correto, bastaria aplicar os parâmetros judiciais adotados pela tabela do Tribunal de Justiça (TJ) para chegar ao valor atualizado.

Mas outra questão é que, na sentença originária, a empreiteira não teve êxito, por exemplo, no pedido de recebimento por atrasos nos pagamentos das faturas da obra, ainda de 1995 e 1996. A Vara da Fazenda Pública de Bauru definiu que o cronograma de obras também não foi cumprido pela outra parte, a empreiteira, o que inviabilizaria a inclusão desta cobrança.

Ou seja, a conta final da cobrança da Camargo contém vários fatores em discussão. Agostinho garantiu ao JC que quer resolver a questão e se pauta pelo interesse público. Ele reconhece dificuldades na condução do processo. O prefeito alegou que não conseguiu agendar reunião com integrante de maior escalão da empreiteira para discutir eventual acordo.

Mas também não informa por qual razão não acionou lideranças em nível nacional para interceder pela prefeitura, por exemplo. Outro fato é que o atual secretário dos Negócios Jurídicos de seu governo, Luiz Pegoraro, atuou como autor da mesma ação de cobrança que, agora, em outro polo, o chefe do Executivo discute como pagar. O governo deveria, ao menos, conhecer as representações do escritório acima da procuração local que atua no caso.

Ele sabe que há gordura a ser eliminada nesta demanda e que, além disso, demorou para buscar solução. Somente agora, por exemplo, ele sentou-se à mesa para discutir possível desfecho para a ação popular que discute outro capítulo desta história: o erro na assunção da dívida federal relativa ao empréstimo do viaduto. Mesmo tendo interesse em parte do desfecho do caso, relativo à ação de cobrança, Luiz Pegoraro participou desta reunião ainda na semana passada, no Centro. Já o processo da ação popular em andamento no Tribunal Regional Federal (TRF) estava a cargo do procurador Geral, Maurício Porto. O autor popular é o advogado Robson Fialho.


Nesta etapa, o prefeito Rodrigo Agostinho corre contra o relógio. Se demorar mais o acordo para a ação de cobrança, o valor pleiteado pela Camargo Corrêa engole o depósito de garantia que está em uma conta da Justiça Federal (relativo ao erro do empréstimo federalizado do mesmo viaduto).

Após Rodrigo vencer a eleição, em 2008, a ação de cobrança da Camargo apontava para pagamento, em sentença, de R$ 6 milhões. Já o depósito da garantia pelo erro na conta do empréstimo do viaduto na Justiça Federal soma algo em torno de R$ 19,5 milhões neste momento. Agora a empreiteira diz que a conta a ser paga já alcança R$ 17 milhões.

O prefeito também demorou para entender que a emenda ao Orçamento da União, obtida para concluir a primeira alça do viaduto ainda em 2009, só poderá ser utilizada se houver resolução das pendências judiciais citadas acima. Somente agora Rodrigo concordou com posição apresentada pelo autor popular na Justiça Federal para buscar homologação de possível acordo.

A estratégia é conseguir pagar a Camargo Corrêa, extinguir a ação de cobrança, homologar acordo na Justiça Federal na demanda que discute o erro no cálculo da federalização e, ainda, obter a rescisão contratual amigável para que recursos da União possam ser aplicados em nova licitação.

A empreiteira contratada pelo então prefeito Tidei de Lima para construir a primeira de várias alças de um complexo viário sobre os trilhos da ferrovia argumentou na ação de cobrança contra a prefeitura que não foi ressarcida por atrasos nos pagamentos de faturas e que obstáculos na execução do contrato também geraram créditos que permaneceram descobertos.

A diferença foi notificada pela Camargo Corrêa à prefeitura durante o governo Izzo Filho e também em relação ao sucessor, Nilson Costa, mas não houve composição entre as partes. A cobrança por parte da Camargo Corrêa permaneceu sem solução até que a empreiteira resolver buscar o Judiciário. Em 2005, o governo Tuga Angerami contestou a cobrança, alegando, no Fórum local, que as cobranças eram indevidas e que as diferenças de medições alegadas já tinham sido quitadas. A Camargo Corrêa pleiteou o recebimento de R$ 10 milhões e a prefeitura não aceitou o valor. O impasse levou à realização de perícia contábil e financeira sobre os documentos em juízo. Na sentença, a juíza Alexandra Fuchs de Araújo afastou a alegação da administração de que a reclamação estava prescrita. No mérito, definiu que foram realizadas 21 medições por serviços na obra, sendo a primeira referente a maio de 1995 e a última relativa a junho de 1997, já no período Izzo Filho, quando as obras foram paralisadas em definitivo.

A juíza afastou o pedido da empreiteira de receber por atrasos nos pagamentos de faturas, ao longo do contrato, em razão de ficar demonstrado na ação que a execução dos serviços também não seguiu o cronograma, à época. Em particular, a sentença aponta que os juros e correção monetária foram pagos a menor, conforme planilha. Contudo, a juíza também corrigiu erro no cálculo pela recomposição dos valores apresentado pela empreiteira. “Assim o valor do débito, na realidade, é de R$ 5.918.053,11. Mas quanto às perdas e danos, estes não podem ser consideradas”, trouxe aquela decisão judicial.

Mais uma crise política entre Câmara e prefeitura. Mais uma vez, o resultado foi previsível: o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) aceitou o que mandou o Legislativo e demitiu, por telefone, o secretário de Negócios Jurídicos, Luiz Nunes Pegoraro, que está em férias nos Estados Unidos.

Ele sai após críticas dos vereadores por ele ter sido advogado da empresa Camargo Corrêa antes de assumir a pasta. A empresa move uma ação contra a prefeitura pelo não pagamento da construção parcial do viaduto inacabado do centro da cidade. Há sentença de R$ 5 milhões favorável à empresa. Os parlamentares pediram a cabeça dele, considerando que a negociação poderia estar viciada por ele já ter “estado do outro lado”.  Quem assume a pasta agora é Maurício Porto, procurador-geral da prefeitura, anunciado por Rodrigo antes mesmo da reunião com os vereadores, ocorrida na tarde desta terça-feira, na Câmara.

Pegoraro foi procurado pelo BOM DIA, mas não atendeu o celular. À 94FM, negou que tenha conversado com Rodrigo, desmentindo o chefe do Executivo.


O prefeito Rodrigo Agostinho disse ao BOM DIA que sabia, desde que nomeou Pegoraro, em dezembro de 2008, que ele era advogado da Camargo Corrêa. Porém, disse que sua atuação como advogado da empresa não seria problema. “Logo em seguida ao convite ele me avisou. Naquele momento entendi que ele se afastando do processo, seria suficiente”, alega.  O prefeito disse também que ainda tem confiança no agora ex-secretário, apesar da demissão.

“Tenho ainda inteira confiança nele, mas é desumano continuar fritando um secretário por mais uma semana, sem que ele possa se pronunciar sobre o assunto”, disse, negando também que a exoneração tenha sido uma “ordem” da Câmara.  “A todo e qualquer momento as pessoas poderiam colocar em dúvida o acordo que poderíamos fazer”, diz. Durante a reunião desta terça, Rodrigo passou aos vereadores que a dívida hoje da prefeitura com a Camargo Corrêa é de R$ 8,1 milhões. A construtora, segundo a prefeitura, cobra R$ 17 milhões. Haverá uma perícia judicial nos valores antes de se tentar um acordo com a empresa, responsável por construir parte do viaduto inacabado do centro. Os vereadores confirmaram nesta terça que será realizada uma audiência para o dia 24, na Câmara. Na oportunidade, serão discutidos assuntos como a dívida da prefeitura com a Camargo Corrêa e também a ação popular que questiona a federalização da dívida gerada com o não pagamento das obras. Os parlamentares vão convidar representantes da empreiteira para a audiência pública.
“Agora os vereadores vão conversar para ver a decisão que vamos ter sobre isso”, avalia Marcelo Borges (PSDB). Outro tucano, Fernando Mantovani, disse que as dúvidas que ainda não foram sanadas no encontro de ontem com Rodrigo serão resolvidas na audiência.  Porém, ele avalia que a demissão do secretário acalma os ânimos do Legislativo. “O assunto toma outra dimensão. A pressão diminui um pouco”, afirma.

10 de junho de 2010

Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil

Na dificuldade de retirar as crianças carentes das ruas da cidade, a Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes) anuncia a intensificação do trabalho com os pais desses menores. A grande preocupação é o envolvimento com drogas. A secretária Darlene Tendolo admite até prostituição infantil em Bauru (agora voou pena pra todo lado na cidade!) . Em entrevista à repórter Lidiane Oliveira, a titular da Sebes explicou que foi concluído um levantamento pela pasta em que foram identificados 197 jovens que viviam nessas condições e hoje são atendidos pelos programas sociais da Prefeitura. No entanto, segundo a secretária, 25 deles não estão mais participando dos projetos.

Por isso, a Secretaria intensificou ações da equipe de busca ativa aos fins-de-semana e de visitas aos pais dessas crianças e adolescentes para responsabilizá-los. É que o levantamento indicou também que, em muitos casos, são adultos que incentivam a presença das crianças nas ruas, incluindo familiares. Para evitar que os jovens fiquem ''reféns'' desses adultos, Darlene pede aos bauruenses que não dêem dinheiro nos sinais quando abordados por crianças que fazem malabarismos ou propõem algum tipo de serviço.

A secretária da Sebes disse que está intensificando uma ação conjunta com participação do Conselho Tutelar, Grupo Empresarial de Apoio à Criança e Adolescente (GEA) e Polícia Militar, visando reprimir o aliciamento de crianças por adultos. O que causa a prostituição infantil são os clientes (os quais na maioria das vezes são maiores de idade e até pais de família). Se não houvesse clientes, não haveria prostituição, e para evitar deve-se denunciar!

As conseqüências da exploração sexual infantil são penosas como a perda da infância, supressão forçada da inocência, distúrbio de comportamento, a gravidez precoce, abandono dos estudos, infecção por doenças transmissíveis(DST), uso de drogas, condutas anti-sócias, aumento da geração de crianças de rua... Isto é irresponsabilidade social! A criança representa o futuro da humanidade. O que será da nossa civilização se adultos estão corrompendo, traumatizando e destruindo aqueles que amanhã serão os atuantes da nossa sociedade? Se pessoas maduras são os principais responsáveis pelo aumento da 2ª geração de crianças de rua?


E no período da Copa do Mundo, em plenos batuque da torcida verde-amarrela  e no  repique das vuvuzelas, a Sebes lançou hoje a  Campanha de Combate ao Trabalho Infantil, que será desenvolvida no sábado, 12 de junho, dia que foi instituído pela OIT – Organização Mundial do Trabalho, como o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, estimulando atos de mobilização na perspectiva de avançar o processo de conscientização da população sobre a gravidade do trabalho infantil, que coloca em risco o desenvolvimento psicossocial de crianças e adolescentes em situação de pobreza. O objetivo da campanha é mobilizar e articular a rede de proteção e promoção aos direitos das crianças e adolescentes, tendo como tema “Cartão Vermelho para o Trabalho Infantil” (se você quiser saber mais, é só colar no site http://www.oit.org.br/cartaovermelho/) .

No sábado, 12/06, das 9h30 às 11h30, serão realizados Pit Stops na Praça Rui Barbosa, Praça Portugal e no semáforo da Avenida Nações Unidas com a Rua Ibrahim Nobre, que são pontos estratégicos identificados na incidência de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil, tais como: venda de balas e drops, malabares, coleta de materiais recicláveis e esmolando.
O desenvolvimento das ações com as crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil ocorre nos territórios dos CRAS – Centro de Referência de Assistência Social e no CREAS – Centro de Referência Especializado de Assistência Social através do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil que atende 160 crianças em Centro de Convivência Infanto-Juvenil. No Brasil, milhões de crianças e adolescentes ainda trabalham e são privados de direitos básicos como educação, saúde, lazer e liberdades individuais. Muitas, ainda, estão expostas às piores formas de trabalho infantil e envolvidas em atividades que prejudicam de forma irreversível, seu pleno desenvolvimento físico, psicológico e emocional.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT), desde 2002, com o intuito de mobilizar a sociedade e os estados para o grave problema do trabalho infantil, incentiva à realização de mobilizações no dia 12deJunho - DiadeCombate aoTrabalho Infantil.

Contando com o fundamental apoio do Estado Brasileiro, coordenado pela Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil (CONAETI) e da grande mobilização da Sociedade Civil, liderada pelo Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), o dia se tornou uma data nacional, por força da Lei nº 11.542, de 12 de novembro de 2007, que institui o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Infantil.

Ao longo dos últimos anos, a data tem ganhado importância e o reconhecimento da sociedade brasileira. Constitui-se, portanto, como um momento de sensibilização, mobilização e potencialização dos esforços empreendidos no combate e prevenção do trabalho infantil no Brasil.

Assim, em 2010, no Brasil, no espírito da Copa do Mundo de Futebol, foi lançada ( e nós do Boteco apoiamos , com toda a certeza!) a campanha Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil, que conta com o apoio do jogador Robinho da Seleção Brasileira.

Nossa proposta é que o Brasil, país mundialmente conhecido por seu desempenho esportivo e que será sede da próxima Copa do Mundo de Futebol, ocupe, novamente, posição de vanguarda nas iniciativas de combate ao trabalho infantil e proteção das crianças ( e isso não é conversa fiada, não, é algo muito sério!).

Em Bauru a Campanha conta com os patrocínios da CUT, Sindicato dos Químicos, Força Sindical, CGTB, SINDECTEB, tendo como apoiadores USC, JC, Bom Dia, TV Prevê, no desenvolvimento das atividades
(e o Boteco do Valente cola junto nessa briga!).
 
Participe dessa campanha.
Vamos driblar o trabalho infantil.
Educação de qualidade é a melhor jogada para uma infância digna.


JOGUE LIMPO COM AS CRIANÇAS E ADOLESCENTES.
UM CARTÃO VERMELHO AO TRABALHO INFANTIL!


5 de junho de 2010

O Bicho Pegou na Cultura (Ou quem vai segurar o rojão na SMC?) !

O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) perdeu as estribeiras  ontem e disparou que está “insustentável” a permanência do secretário Municipal de Cultura, Pedro Romualdo, no cargo. 
O esporro foi dado um dia depois dele receber uma carta de representantes de pelo menos 13 entidades de diferentes segmentos do setor cultural. Na carta, as entidades pedem a troca do comando na secretaria e modificações também em funções de chefia e de servidores.

“Tivemos por mais de uma vez a manifestação de servidores que atuam na Secretaria de Cultura manifestando inúmeras dificuldades na relação com o Pedro (Romualdo) e agora um abaixo-assinado. O mais grave, neste momento, é que o descontentamento se torna unanimidade dentro de representações culturais importantes. Se o protesto contra a atuação do secretário vira unanimidade no meio que faz cultura na cidade, fica insustentável a situação”, disse Rodrigo. O prefeito disse que vai conversar com o secretário para definir a questão. “Já sabíamos dos problemas, mas no início da gestão buscamos contornar pedindo ao Pedro que melhorasse sua relação interna e com as entidades. Agora fica muito difícil a situação, porque o problema atingiu proporções. É uma situação bastante complicada”, soltou Agostinho.

Diante da avaliação do prefeito, não será surpresa se até este final de semana o secretário seja confirmado como demissionário. Ontem à noite, a redação deixou recados, mas não conseguiu o retorno de Romualdo. A sexta-feira foi de ponto facultativo na administração municipal, sem expediente. Em carta, as entidades ligadas à cultura cobram o Executivo da reforma administrativa anunciada no final de 2009. “Após um ano de administração, o prefeito já pode observar o que funciona e o que não funciona em seu governo. Peças deveriam ser trocadas. E uma dessas peças, numa avaliação quase unânime, seria o atual secretário Municipal de Cultura”, reforçam os grupos.

E vai reclamação na lista: é programas não realizados, problemas graves de relacionamento com o titular da pasta e a lembrança de ações que foram prometidas mas não se efetivaram (o que vai vir depois disso?) . A carta menciona a não instalação do Conselho do Museu Ferroviário, o desmonte dos museus Histórico Municipal e Ferroviário Regional e falta de ações itinerantes, paralisação do evento Estação Arte e dos passeios da Maria Fumaça em 2009, a realização de “poucas e amadoras” atividades culturais nos bairros, a falta de recursos para a banca e orquestra contarem com manutenção básica, entre outros.

As entidades também consideram que a Feira do Livro Infantil teve programação fraca, na comparação com anos anteriores, citam a não realização do projetos Osesp em Bauru, a paralisação das atividades do bibliônibus e perde de parte do acervo e o não incentivo à Feira Ubá que, na visão dos reclamante, “já não conta com qualquer apoio da secretaria e sobrevive graças a uma parceria com o Banco do Brasil”. As dificuldades de relacionamento com o funcionalismo da pasta também foram mencionadas. “Os funcionários da Secretaria Municipal de Cultura têm sido vítimas de assédio moral e perseguição política, com várias reclamações ao Sindicato dos Servidores e à Corregedoria Municipal”, apontam.

Na opinião das entidades, não há investimento em acervo para a Biblioteca Municipal, as ramais também sofrem de ação da pasta e o Teatro Municipal está abandonado. “Os artistas, produtores e agentes culturais da cidade têm tido tratamento extremamente inadequado por parte do secretário, revelando seu despreparo para o cargo. Suas ações são unilaterais, dividindo o movimento cultural e dificultando a produção e sua democratização. A realidade cultural na cidade é feia e vergonhosa, muito distante do que o secretário fez acreditar em relatório anual apresentado ao prefeito”, acrescentam as entidades. Assinam o requerimento de solicitação da exoneração do secretário, entre outros, a Sociedade Amigos da Cultura (Sac), Associação de Teatro de Bauru (ATB), Associação dos Amigos dos Museus, Associação Bauru pela Diversidade, Grupos musicais de samba e choro Noz Moscada e Monte de Bossa, Grupo Teatral Celeiro de Arte, Associação Paulista de Corais, Coral Vocalis, Associação de Preservação Ferroviária, Instituto Cultural Umbanda Fest, Federação de Umbanda e Candomblé do Estado de São Paulo Reino de Oxalá e Grupo de pagode Do jeito que elas querem.

Apesar das reclamações de entidades relacionadas aos diferentes segmentos de cultura, nos bastidores é conhecido, de outro lado, dificuldades na execução de programas e de produtividade entre alguns servidores da pasta. Assim, a troca do secretário, caso se efetive, também vai implicar em necessidade de modificações nos meandros do setor, eliminando acomodações funcionais. Só que outro elemento que vai pesar sobre a substituição na pasta de Cultura é o posicionamento da bancada do PSB, representada pelo parlamentar Paulo Eduardo de Souza. O convite a Pedro Romualdo para assumir a Cultura, em novembro de 2008, logo após a eleição, partiu de cobrança da legenda pelo apoio dado ao então candidato Rodrigo Agostinho no pleito. Neste caso, o presidente da legenda, Romualdo, indicou o próprio nome, a contragosto da vontade do próprio chefe do Executivo.

Nesta semana, Rodrigo também ouviu reclamações de uma porrada de servidores da pasta. Eles acusam o secretário de assédio moral, tratamento ríspido e autoritarismo. Entre as ações da pasta, os servidores repetem boa parte da lista apontada pelas entidades e mencionam oficinais suspensas, redução no atendimento ao público, sistemas sem manutenção, equipamentos obsoletos e falta de operacionalização de programas. O Boteco do Valente, vai procurar ouvir os dois lados, numa mostra de imparcialidade. Não nos considerem censores, longe disso, mas temos que tentar mediar um debate dentro de algo plausível. Reproduzimos aqui, o que o BOM DIA de hoje fala sobre o tema:


Bastidores
BRUNO MESTRINELLI
bruno.mestrinelli@bomdiabauru.com.br

Silêncio

O BOM DIA procurou pelo segundo dia seguido o secretário de Cultura, Pedro Romualdo, mas não obteve retorno para que ele comentasse a revolta de servidores da pasta contra sua administração. Mais uma vez ele está na corda bamba após pressão a reunião dos insatisfeitos com o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB).

Repercussão

A matéria veiculada no BOM DIA sobre a insatisfação dos servidores da Cultura com Pedro Romualdo repercutiu. O prefeito Rodrigo Agostinho disse ter recebido várias ligações e comentários sobre o assunto. No entanto, afirmou que não tem definição sobre o caso.

Editorial
Crise na Cultura

¨O secretário de Cultura, Pedro Romualdo (PSB), está longe de ser uma unanimidade, muito pelo contrário.  Desde que o nome dele foi confirmado para a pasta, foi rechaçado pela maioria do setor cultural. “Não é do ramo”, atacam uns. “É autoritário e não dialoga”, retrucam outros. Apesar de tudo, o presidente do PSB, pelo menos até agora, resiste à onda de insatisfação e se segura no cargo.  As críticas, no entanto, chegaram ao ápice na quarta-feira [conforme mostrou o BOM DIA, na edição de quinta-feira quando funcionários da secretaria se rebelaram e, em audiência com o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), pediram a cabeça de Pedro Romualdo. As acusações são múltiplas e graves. “Ele não é técnico, não consegue administrar e também não é da área”, disse um funcionário, pedindo anonimato. Suposto assédio moral também está no rol das queixas. O importante, neste momento, é que o clima de conflito e as desavenças não paralisem a pasta. E Rodrigo só tem dois caminhos à seguir: ou age rápido e demite o secretário, para estancar a crise de relacionamento, ou interfere imediatamente na crise e tenta aparar as arestas. O que não pode é protelar a questão por um prazo além do razoável. É preciso tratar a cultura com a urgência e prioridade que o setor merece. E, para tanto, o ideal é que o prefeito tente se libertar das amarras políticas, para o bem da administração pública.
A Cultura, como se sabe, faz parte da cota do PSB, que participou da campanha e faz parte da base de sustentação do chefe do Executivo na Câmara, com uma cadeira. Suporte legislativo é essencial para garantir a governabilidade. Mas parece temerário e um contrasenso ter de eventualmente engolir indicações para cargos na administração que não atendam às expectativas e, pior do que isso, gerem problemas. E o que fazer?
Rodrigo até aqui resistiu aos apelos do setor cultural para alterar o comando da pasta. Agora, com a ação dos funcionários, parece ter despertado e concluído que “as coisas não vão bem”, conforme declarou ao BOM DIA na edição de quinta-feira. Que faça algo urgente. E que as coisas fiquem melhor.¨

Torcemos aqui para que uma área tão importante em nossa cidade, como a Cultura, tenha políticas, que abranjem todoas os bairros de Bauru, não somente o Centro, portanto,não percam os próximos capítulos de: O Bicho Pegou na Cultura (Ou quem vai segurar o rojão na SMC?) ! ,

UMA EXPLOSÃO NA MADRUGADA E UM CARRO INCENDIADO

Tudo se resume a isso. Um veículo estacionado na rua, defronte a residência de seus proprietários, ZILDA e LEANDRO ALVES RIBEIRO, mãe e filho. Por volta das 3h da manhã de hoje, sábado, uma forte explosão diante do portão da residência. Ele ainda acordado, estudando e ela, deitada há pouco, correm para o portão e constatam algo impensável até então. O veículo deles estava pegando fogo. Uma enorme labareda saia do carro em chamas. Saindo primeiro à rua, Leandro ainda consegue ver um dos motoqueiros e esse lhe dirige a palavra em tom ameaçador "Fica esperto". Tudo foi feito para debelar as chamas, mas elas finalmente destruiram o carro por inteiro. Sobrou somente a carcaça. Depois de tudo, perguntas que não querem calar: Quem teria feito uma coisa dessas? Que motivos teriam ambos dados à alguém, para a ocorrência de algo dessa magnitude? A resposta é uma incógnita. Ambos, Zilda e Leandro são servidores públicos municipais, ela lotada na Secretaria Municipal de Cultura e ele na de Finanças. Ela, trabalhando há décadas no setor cultural do município, nunca imaginou que algo nesse sentido pudesse lhe acontecer. As perguntas que mais ouviu no dia de hoje foi para tentar se lembrar de algo que pudesse ter feito, alguma mágoa, um ressentimento com alguém. Com Leandro, idem. Nada, ambos são da paz. Tocam suas vidas da forma mais tranquila possível. Não se metem em confusões, aliás fogem delas. Nos últimos tempos, pouca coisa a ser lembrada nesse sentido. Nada que possam acreditar ver transformado em algo com tamanha atrocidade/perversidade. Os fatos foram relatados à polícia e foi prometido uma investigação rigorosa. E nisso acreditamos.

Reencontramos Zilda no centro da cidade, Calçadão da Batista, por volta das 14h, ela e a irmã estão desoladas. Estava junto de dois amigos, ambos também consternados, Adalto Granja Pereira e Kyn Júnior. O assunto da conversa só podia ser esse. De Kyn a idéia, que deverá ser passada para frente, a da união dos artistas da cidade, para realizar algo em conjunto, visando arrecadar fundos para comprar um novo carro para ela. Zilda não possui seguro e nem está em condições de comprar outro no momento.


De um lado, uma apuração rigorosa e do outro, uma mobilização em sua ajuda. Era tudo o que poderia ser feito neste momento. Uma dor que é também a de todos nós, envolvidos numa luta intensa e permanente contra as injustiças deste mundo. Esse ato, mais do que a injustiça cometida, um ato criminoso, pois segundo Zilda ouviu de um policial: quem ateou fogo no seu carro não o fez jogando um simples combustível sobre o mesmo. Tudo foi feito de uma forma um pouco mais profissional. Para ocorrer a explosão e a propagação das chamas, foi jogado dentro do mesmo um coquetel molotov, desses feitos com uma garrafa pet. Daqui para frente, saem as suposições, imaginações e hipóteses e entra o trabalho policial. Zilda e Leandro não mereciam isso. O que menos deve se ter nesse momento é medo. Receio todos possuem, pois faz um certo tempo que fatos como esse não mais aconteciam na cidade. Algo que deverá merecer outros textos até seu desfecho final, que esperamos ocorra em breve.

1 de abril de 2010

Boteco do Valente na Campanha do Agasalho 2010 - Aquece Bauru!

Secretária do Bem Estar Social, Darlene Tendolo, falando sobre a Campanha

Com um tremendo desafio de arrecadar 150 mil peças de roupa e 10 mil cobertores nas costas, a Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes) e o Fundo Social de Solidariedade lançaram ontem a Campanha do Agasalho ‘Aquece Bauru 2010’, no auditório do Sindicato do Comércio Varejista. A meta é atender cerca de 60 mil pessoas antes do marcador do termômetro cair. O frio vai começar bem no dia 21 de junho (brrrrrrrrrrrr!).Neste primeiro dia, a Campanha já conta com mais de 350 postos de arrecadação. O Secretário das Administrações Regionais, Ricardo Oliveira, esteve na parada.

A titular da Sebes e presidente do FSS de Bauru, Darlene Tendolo, deu esse salve aqui pra todo mundo,ó:

“Especialistas nos colocaram que o El Niño tem elevado a temperatura em quatro graus, aproximadamente. Teremos frio no mês de junho. Se fizermos a campanha em abril e maio, teremos a distribuição antes. No ano passado, quando o frio começou, já havíamos concluído” (vai vendo como a parada é séria!).

Ela acredita (e nós também!) que mesmo sob o sol escaldante o bauruense é capaz de solidarizar-se com o próximo e colaborar com a campanha.

A ideia da parada aí é que o doador tenha acesso a mais de 317 pontos de arrecadação espalhados pela cidade. No entanto, também estão programadas coletas domiciliares, como no ano passado. Na época, foram arrecadadas 141.676 peças e 5.170 cobertores. Para comprá-los em 2010, a Sebes e o fundo contam com tradicionais parceiros como a Plasútil, além dos novos que serão procurados.

Também entrou pra dentro do corre a sugestão de uma assistente social da Universidade de São Paulo (USP), que propôs a confecção e comercialização de ponchos. A renda será aplicada na aquisição de mais cobertores. Se os desafios forem vencidos, famílias de 45 bairros de Bauru serão contempladas com mais de uma peça, além do cobertor – priorizado no caso de pessoas em maior vulnerabilidade social.

“Atendemos não só quem vive em favela, mas quem tem dificuldade em adquirir peças”, deu o alô Tendolo. Segundo a secretária ligou a galera, no ano passado, chamou atenção o volume de peças novas e seminovas.

“Escolas como o Preve, que é um grande parceiro, fizeram gincanas. Recebemos roupas com etiquetas de loja”, comenta. Na opinião da titular da Sebes, tal iniciativa até ajuda a movimentar a economia informal. Alguns alunos compraram toda a mercadoria de brechós, explicou.

A campanha tem múltiplas faces. Faz um giro na economia, faz um atendimento social imenso e estabelece o espírito solidário num mundo de violência. É uma questão de direito também. Ninguém pode passar por forma nenhuma de constrangimento e frio”, destaca Tendolo. Seus parceiros lotaram o auditório do sindicato.

Neste ano, a Sebes pretende arrecadar 150 mil peças e 10 mil cobertores e espera aumentar os postos de arrecadação, que no ano passado somaram 317 pontos. Em 2009 foram arrecadadas 141.676 peças e 5.170 cobertores, distribuídos em 45 bairros da cidade.


De acordo com a Secretária ,seguindo o exemplo bem sucedido do ano passado, a Campanha tem início ainda com a temperatura alta para que a população tenha mais tempo para realizar as doações e a Secretaria possa distribuí-las antes do inverno chegar.


A Secretaria espera aumentar o numero de parceiros e continua recebendo novas adesões. Os interessados devem entrar em contato pelo telefone 3214-4806.
Saca só o time que também entrou nessa: Frans Requinte, Cheiro Verde, Churrascaria Guaíba, Churrascaria Gaúcha, Churrascaria Estoril, Tutti Fratelli, Associação Bauruense da Diversidade, Labirinthus, Urbano Pub, Assenag, Casa do Garoto, Casa da Limpeza, Supermercado Tauste, Nações Grill, Secretaria Municipal de Educação, Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento, Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Secretaria Municipal da Administração, GREB, Escolas Estaduais José Aparecido Guedes de Azevedo, Torquato Minhoto, EE Ada Cariane Avalone, EE Moraes Pacheco, EE Joaquim Rodrigues Madureira, Associação das Entidades Sociais de Bauru, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Conselhos Municipais, Jornal da Cidade, Bom Dia, 94 FM, 96 FM, Unesp FM, Rádio Bandeirantes, Auri Verde, Plasutil, Rádio 710/Jovem Pan, Record, TV Tem, Gráfica M5, Sincomércio, Brambilla, CIESP, Empório Comunicações, Frigorífico Mondelli, Paulo Paes, Bauru Painéis, Pão e Cia., Bauru Outdoor, Bruna SemiJóias, INTEL, Policia Rodoviária, Bebidas Fernandes, Tiliform, Comercial Gerdau, SEST/SENAT, TEL/ Telecomunicações, Supermercados Mercosuper, Associação Atlética Acadêmica, Magazine Luiza, Casa do Garoto, Faculdades Anhanguera, SORRI, Banco do Brasil, CORREIOS, Corpo de Bombeiros, Grupo N P, Escola Prevê Objetivo, Núcleo de Saúde Vila Dutra, CETEP, Igreja Seicho-no-ye, Câmara Municipal de Bauru, Clínica Imunológica de Bauru, Poupatempo Bauru, Empório do Chocolate, EMDURB, Indel Bauru Indústria Eletrometalúrgica, Defesa Civil, Instituto Branemark, CTI – UNESP, Interage –Empresa Junior de Psicologia, DAE, DAESP – Aeroporto Bauru, Policia Civil do Estado de São Paulo – Primeiro Distrito, Supermercado Visão, Restaura Jeans de Bauru, Policia Civil do Estado de São Paulo, Policia Civil do Estado de São Paulo, Secretaria da Fazenda, USP, Policia Militar do Estado de São Paulo, Buffet Mantovani, Associação dos Funcionários Públicos de São Paulo, SESI, Cadbury Adams, Polícia Militar – CPI4, Sindicato Nacional dos Aposentados, Colégio Engler, Concreto Imóveis, Confiança Supermercados, Marathon I, HS TELECOM, Associação de Moradores Vila Industrial, Secretaria de Esportes e Lazer, Núcleo de Saúde Vila Dutra, Farmacentro, Tiro de Guerra, Empresa Brambilla, Empresa Transurb, Rafael Mauricio, Colégio Batista, Lar Escola Santa Luzia para Cegos, Acumuladores Ájax, Associação de Maçons, Igreja Adventista 7ª dia, LBV, Associação Comercial de Bauru, Rotary Terra Branca, Legião da Boa Vontade, Secretaria da Cultura, Refrigás, Bauru Outdoor, Consiste Condomínios, Colégio São José, Renner, CRAS Tibiriçá, PAS -Pronto Atendimento Social – Tibiriçá, Pronto Atendimento Social Cáritas, Vila São Paulo e Tibiriçá, Centro Espírita Mestre Nelsinho, SESI, Associação de Moradores Joaquim Guilherme, CONSEG, Associação de Moradores Parque Real, Jardim Ivone, Altos do Jaraguá, Pousada I e II, Bauru XII, Brasília Paulista, Santa Terezinha, Pronto atendimento Social – FUNDATO, ACAÊ, Senhora Iria (Munícipe), Paróquia São Brás e São Paulo Apostolo, Igreja Pentecostal Restauração e Vida, Projeto Formiguinha, ONG – Grupo Esperança da Pousada, Instituto Irmã Adelaide, CREAS, Albergue Noturno, SAPAB, RASC, Conselhos Vicentinos São Bom Jesus, Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) – Tibiriçá,pois mesmo antes do lançamento oficial, ela já havia recebido ligações de empresas como o Grupo Nelson Paschoalotto (NP), se colocando à disposição da campanha, e pode crer que o Boteco do Valente não vai ficar fora dessa!

E aí, truta? Vai deixar um irmãozinho passando frio, véio?
Cola com essa galera toda e vamos lá!