26 de agosto de 2010

Torcida bate o pé no RJ: homem do povo também pode jogar futebol!

O Boteco do Valente traz pra você a bela e emocionante história do primeiro time do Vasco, em 1923, com seus jogadores negros, mulatos, nordestinos e pobres. na luta contra o preconceito racial, numa verdadeira tradução literal da frase do grande líder Martin Luther King: “O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons”.

ATA DE FUNDAÇÃO DO VASCO


"Aos 21 dias do mes de agosto de 1898, as 2:30 horas da tarde, reunidos na sala do predio da Rua da Saude numero 293 os senhores constantes do livro de presencas, assumiu a presidencia o Sr. Gaspar de Castro e depois de convidar para ocuparem as cadeiras de secretarios os senhores Virgilio Carvalho do Amaral como 1o. e Henrique Ferreira como 2o., declarou que a presente reuniao tinha o fito de fundar-se nesta Capital da Republica dos Estados Unidos do Brasil, uma associacao com o titulo de Club de Regatas Vasco da Gama (...)"

O COMEÇO

Em meados de 11 de novembro de 1915, o Vasco, que tinha como prática esportiva até então apenas o Remo, iniciava sua trajetória no futebol. Os clubes, também de origem portuguesa, Esportivo Português, Lusitano Football Club e o Lusitania Sport Club, unindo-se ao Vasco, levaram ao clube da cruz de malta o esporte mais falado naquela década, com influências de clubes portugueses. No dia 26 de novembro de 1915 criava-se, sem nenhuma resistência dos sócios mais tradicionais, o departamento de futebol do Vasco.

RACISMO? AQUI NÃO!


O nível do futebol do Vasco foi crescendo ao longo dos anos graças ao "atrevimento" de aceitar jogadores negros e mulatos no time. Apesar de ser basicamente um clube de colônia, o Vasco seguia a boa tradição portuguesa da mistura, ao contrário dos grandes clubes de futebol do Rio, desde a sua fundação o Vasco esteve aberto a brasileiros de todas as origens e classes sociais, além dos portugueses, tendo tido, inclusive, um presidente mulato ainda na época do remo, Candido José de Araújo, em 1905 e 1906 (começou bem!), ao contrário dos tradicionais grandes clubes de futebol do Rio. Estes não só recriminavam indivíduos de cor em seus quadros sociais como alguns chegavam ao extremo de admitir exclusivamente ingleses e seus descendentes dentro do departamento de futebol. São os casos de Paysandu, campeão de 1912 e do Rio Cricket (nome com influências inglesas), esses merecem uma bela vaia! 
O Lusitania havia sido um clube fechado, só para portugueses, mas, ao ser absorvido pelo Vasco, foi a filosofia do cruzmaltino que prevaleceu. Para reforçar a sua equipe de futebol, o Vasco ia recrutando sem discriminação aqueles que se sobressaíam nas peladas de subúrbio e nos clubes pequenos. Assim, enquanto os jogadores dos aristocráticos (burgueses) clubes grandes eram praticamente todos brancos ricos, a maioria com nível alto de intelecto, os jogadores do Vasco eram de profissão humilde, sendo que alguns mal sabiam ler nem escrever (assinar) o próprio nome. Anos mais tarde, o clube chegaria até a contratar um professor de gramática, satisfazendo uma exigência da Liga - leia-se, dos clubes rivais (zé - povninho é o cão, tem esses defeitos, como dizem os Racionais MCs!), sempre a procura de pretextos para hostilizar o Vasco.

A ASCENSÃO


Após lutas contínuas contra o preconceito e reformulações da Liga, o Vasco foi classificado, em 1921, para disputar a Série B do 'Campeonato Carioca'. O título da categoria de primeiros quadros da Série B de 1922 deu ao Vasco o direito de disputar a promoção à Série A numa partida, chamada na época de eliminatória, contra o último colocado da Série A, que tinha sido o São Cristovão. A partida terminou empatada e, por isso, a Liga decidiu aumentar o número de participantes da Série A em 1923 para dez. Assim, o Vasco subira para a elite do futebol carioca.


Vasco na Série B em 1921
Os Camisas Negras em 1921, de pé: Palhares, Carlos Cruz, Nélson, Ernani Van Erven, Adão Brandão e Alfredo Godói. Agachados: Leão, Dutra, Torterolli, Negrito e Fernandes.

A princípio, os clubes de elite nem ligaram (ou melhor, defecavam e andavam) para a entrada do Vasco na Série A em 1923. Afinal, o que poderia fazer um clube de segunda divisão, cuja maioria dos jogadores residiam em alojamentos, ao lado de um campinho de treinamento tão ruim que nem para jogos oficiais servia? Pra eles, os portugueses do Vasco que botassem no seu time quantos crioulos (crioulo é a véia!) quisessem, mas tudo continuaria como sempre foi, com os brancos vencendo os campeonatos e os pretos (que burros, não sabem eles que preto é cor, negro é raça!)  nos seus lugares, nos clubes pequenos!

Só que o Vasco, graças a um forte regime de treinamentos ministrado pelo técnico uruguaio Ramon Platero, seguiu durante todo o primeiro turno sem perder nenhum ponto sequer. E quanto mais vencia, mais os estádios se enchiam de gente que nunca tinha visto um jogo do tal "football" antes. O desprezo se transformava em inveja e as torcidas adversárias se uniam, humilhadas por verem seus elitistas brancos superados por um time de negros rumo ao título invicto e frustradas por perderem dinheiro em apostas semanais com portugueses. O Vasco era um fenômeno (ou melhor, o ibope do Vasco estva no pico da audiência!).


Vasco campeão estadual em 1923.
Na foto, os guerreiros: de pé: Nicolino, Torterolli, Leitão, Ceci, Bolão, Negrito, Arlindo, Arthur, Mingote e Paschoal. No chão: Nélson.

A RESPOSTA HISTÓRICA


Com os grandes clubes da época (Flamengo, Botafogo, Fluminense, América e Cia. Ltda.) borrando as calças de pãnico, desesperados e tentando evitar o bicampeonato do clube dos negros, eles tiveram a idéia, por sinal pra lá de imbecil, de criar algumas condições para que os clubes pudessem disputar a Liga Metropolitana. Primeiro, alegaram que os clubes deveriam avaliar a situação social dos seus atletas.

No início do século 20, os principais times cariocas de futebol só aceitavam atletas da elite. O Vasco, não. Fundado por portugueses em 21 de agosto de 1898, tinha negros e analfabetos. Era inexpressivo até que, em 1923, sobe à primeira divisão e ganha o campeonato. A conquista causa frisson na elite: inaceitável perder para um time de pessoas como o chofer Nelson Conceição e o estivador Nicolino. Os clubes “tradicionais” reagem: jogador não pode ser analfabeto; precisa ter emprego fixo e não pode receber dinheiro para jogar. Os portugueses então contratam os atletas para seus estabelecimentos e chamam professores para alfabetizá-los. A elite faz vigilância rígida (leia-se patrulhamento ideológico): jogador flagrado treinando durante o expediente está fora do campeonato. Resultado: 12 vascaínos expulsos (que falta de atitude!).

Com tal condição negada pela Liga Metropolitana, os grandes clubes (da zona sul da cidade do Rio de Janeiro) partiram para um plano B afim de tirar as condições de conquista de título do Vasco, se uniram e abandonaram a LMDT, fundando a Associação Metropolitana de Esportes Atléticos (AMEA), deixando de fora o Vasco (e o medo de serem todos eles derrotados por jogadores negros, nordestinos, mulatos e operários, que residiam em alojamentos, ao lado de um campinho de treinamento tão ruim que nem para jogos oficiais servia, não contou nessa hora? Bobo é ovo,que não pára de pé...) e impondo a condição de que o mesmo ingressasse na AMEA, os clubes fundadores exigiram que o Vasco expulsasse de seu quadro social e de seu time os negros e mulatos que por hora, fizeram sucesso no campeonato de 1923), sob a acusação de que teriam “profissão duvidosa”.  Medo? Mas nem a pau!

Diante da situação, num ato heróico, épico e que traz, até hoje, orgulho para os que amam o Vasco da Gama, que o Dr. José Augusto Prestes, então presidente do Vasco, se enfezou e redigiu uma carta endereçada à AMEA, conhecida mais tarde como "A resposta histórica" deixando bem claro que o Vasco preferia não fazer parte da nova entidade a ter que se submeter (ou melhor, se rebaixar) à exigência de eliminar de seus quadros os 12 atletas..(hahaha, um riso bem irõnico pra esse povo racista nessa hora...) O documento,  curto e grosso, (uma tremenda porrada no estõmago dessa cambada!)  redigido em poucos parágrafos, comunicava ao sr. Arnaldo Guinle, presidente da AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Atléticos), liga recém-fundada pelos cinco clubes mais influentes do Rio de Janeiro na época (América, Bangu, Botafogo, Flamengo e Fluminense), que o Vasco preferia não fazer parte da nova entidade (uma banana bem grande pra eles) a ter que se submeter à exigência de eliminar de seus quadros 12 atletas, a maioria deles negros, mulatos, nordestinos ou pobres, considerados pela AMEA jogadores "de profissão duvidosa". Desta forma, o Vasco manteve-se na LMDT (Liga Metropolitana de Desportos Terrestres), liga na qual, enfrentando os cinco "grandes", conquistara o Campeonato Carioca de 1923, e disputou em 1924 um campeonato esvaziado contra equipes de menor expressão, bem melhor estar entre os humlides, de cabeça erguida, do que ser racista pra se juntar com os grandes!) sagrando-se campeão com 16 vitórias em 16 jogos.  Em 1925, o Vasco foi admitido na AMEA de forma incondicional (como já disse um certo técnico, VOCÊS VÃO TER QUE NOS ENGOLIR!) e voltou a enfrentar os "grandes" com seus atletas negros, mulatos, nordestinos e pobres.  O Vasco não aceita e abandona a competição. Mas o futebol carioca já não podia viver sem a torcida cruzmaltina. No ano seguinte, a equipe é readmitida com todos os seus jogadores.

Uma reprodução desse verdadeiro marco da luta contra a discriminação social e racial no esporte brasileiro, pode ser vista nos dias de hoje na Sala de Troféus da sede do Vasco, em São Januário (RJ), encimada pelo seguinte lembrete: “Sem o Vasco, o futebol brasileiro não teria conhecido Pelé”

Confira o referido texto abaixo, devido à sua importância para o esporte brasileiro:
Com motivos convincentes para desistir do futebol, o Vasco quis manter sua honra. Participou com os pequenos da Liga Metropolitana de 1924 e sagrou-se campeão.

COM DIGNIDADE, SÃO JANUÁRIO


Com a dignidade que é peculiar dos portugueses da colônia, o Vasco, desprezado pelos grandes clubes, tratou de unir seus sócios e simpatizantes e foi em busca de tornar o Gigante um clube de futebol legítimo, que é aquele que tem um estádio. Alguns dos nossos queridos amigos ainda não conseguiram tal façanha até hoje, 7 de abril de 2009.


Decididos a fazer do Vasco um clube grande, os vascaínos partiram então para a construção de um estádio, passando a angariar fundos entre 1924 e 1926. Listas corriam pela cidade, onde toda gente assinava, dando a contribuição que podia. O êxito foi tanto que, ao final de 1926, oito mil novos sócios tinham ingressado no clube. Em 1925, foi adquirido um terreno numa colina em São Cristovão, que havia sido ocupada no século XIX por uma chácara doada por D. Pedro I à Marquesa de Santos. A construção do estádio coube a Cristiani & Nielsen. A pedra fundamental foi lançada no dia 6 de junho de 1926. Raul da Silva Campos era o presidente do Vasco. Menos de 11 meses depois, o clube entregava ao futebol brasileiro o estádio Vasco da Gama, mais tarde popularmente denominado de São Januário.

QUE HONRA SER! SAIBA SOU VASCAÍNO, MUITO PRAZER

Como diz uma musiquinha cantada a plenos pulmões pela torcida cruzmaltina que exalta os guerreiros da década de 20 que, mesmo com situações adversas, provaram que a dignidade não está estampada na cor da pele nem na situação financeira dos indivíduos. O caráter, a vontade e a força de vencer estão naqueles que nela acreditam. E foi com esse pensamento que o Vasco foi fundado e gerou, com muita honra, um dos maiores clubes de futebol do mundo. A música, por sinal, fala bem da conquista vascaína. Confira a letra:

É um orgulho de muita gente poder vestir o manto cruzmaltino pelas ruas, não só do Rio de Janeiro, mas de várias cidades, estados e do Brasil ,levando com ela, com a Cruz de Malta no peito, a luta de operários e negros que decidiram se impor contra a aristocracia imperialista que dominava a capital nacional em meados de 20,levando com ela os princípios de não desistir na adversidade, de persistir e dar a volta por cima, provando que, com vontade, dignidade e muita luta, pode se conquistar o mundo. Mas tem um porém aí: bem no dia do centenário da abolição da escravidão, 13 de maio de 1988, a direção do Vasco mandou publicar nos principais jornais cariocas o seguinte anúncio, de página inteira:

 
Seguindo-se então o ofício histórico enviado pelo presidente do Vasco à AMEA em 7 de abril de 1924 (reproduzido mais acima) ; os logotipos das empresas que ajudaram a financiar a publicação do anúncio; e, no pé da página, o distintivo do Vasco.


"Sem o Vasco, o mundo não teria conhecido Pelé", e complementamos aqui com: Barbosa, Ademir Menezes, Bellini, Orlando, Vavá, Roberto Dinamite, Bebeto, Romário, Edmundo, Cafu, Dida, Adriano, Vagner Love, Luciano Bebê (ex-Noroeste),Claudecir, Washingnton (ex Inter, que mora aqui em Bauru), Allison, Richarlyson,  Neymar, Robinho, entre outros que se consagraram, se consagram e  hão de se consagrar no futuro com a camisa não tão somente do Vasco, mas de vários times espalhados por esse imenso Brasil!

SAIBA MAIS

O Negro no Futebol Brasileiro, de Mario Filho (Mauad, 2003); e http://www.crvascodagama.com/

Uma pequena mensagem...

Crianças do Brasil (grupo Sensação)














É tupiniquim, é guaraná...
É de Ganga - Zumba, é Zumbi...
Brilha o chão de Minas, grão Pará...
Velho Chico, bom de navegar....
Comendo poeira no sertão....
Chora o sertanejo violão...

É dona Maria, seu José...
Água de beber, e de benzer...
Passe de Garrincha, pra Pelé...
Terra boa pra plantar café...
Pão de açúcar, Cristo Redentor...
Eu quero ficar em Salvador...

Pátria amada..
Meu amor....
Que meu Deus abençou...
Não quero ver sofrer...
Ó pátria mãe gentil...
As crianças do Brasil !


Chega a polícia, e mete o pau...
Chega o político, e mete a mão...
Chega fevereiro, é Carnaval...
Fim do sofrimento, é ilusão!
Boto a mão no bolso, que vai mal...
Sem dinheiro pra comprar o pão....

Pátria amada...

Meu amor...
Que meu Deus abençou...
Não quero ver sofrer...
Ó pátria mãe gentil...
As crianças do Brasil !

Na adversidade se aprende a crescer

No entanto, já que essa semana a música foi escolhida por mim, utilizando a mesma linha de raciocínio de todos os textos que escrevi, venho novamente falar sobre preconceito, e para isso resolvi colocar um trecho de uma música que, ao meu ver (não tem como eu não me emocionar, toda vez que eu escuto ela!), é significativa com relação a essa temática.

A ópera vai começar, ô ô ô... 

Bem-aventurada, Guerreira
A Mancha chegou!...

Uma estrela brilhou
Apontou que um milagre aconteceu
Mesmo desde o ventre perseguido
O Rei dos reis nasceu

O mal na forma de um grande dragão
Se espalhou e nos homens incitou
O ódio Àquele que pregou o amor
Foi crucificado, mas ressuscitou

É preciso fé para o gigante da ganância cair
Perseverar, lutar, não desistir... Resistir!

A paz vai florescer, como sonharam...
Homens de Deus, que se entregaram...
Por ver o fim do sofrer,
O mundo em união, como irmãos!

Olha e vê o fim do preconceito
Pois liberdade é um direito
Que não tem raça e não tem cor

Glória aos negros que mudaram a história...
E estão vivos na memória...
Cessando toda uma era de dor!

O mundo não vai me calar...
Injustiças não vão me deter...


Das cinzas se renasce para a vitória...
Na adversidade se aprende a crescer...


São fatos que descrevem nossa história...
O verde é a razão do meu viver!

G.R.C.E.S. Mancha Verde - Carnaval Paulistano  2006 - "Bem aventurados sejam Os Perseguidos, por causa da justiça dos homens... Pois é deles o reino dos céus".

No nosso dia-a-dia não estamos livres de sermos confrontados com problemas. Sempre que acontecem temos uma oportunidade de viver grandes experiências e com isso aprender e crescer como profissionais e com Homens. Veja algumas conclusões que podemos tirar com as adversidades:

1. Os problemas serão uma constante ao longo da nossa vida. Em certos momentos eles serão maiores e noutros menores… mas irão sempre existir.

2. A forma como lidamos com os problemas é o que nos diferencia das outras pessoas. Podemos ser convidados para gerir uma equipe ou empresa devido à forma como gerimos a nossa vida pessoal. As empresas precisam de pessoas centradas, focadas e com habilidades para lidar com as adversidades que surgem no diaa-dia, sob as mais variadas formas.

3. Não conte os seus problemas para qualquer um. A maioria das pessoas não se importa com isso e outras ficam felizes com a infelicidade alheia. Não é bom para o seu marketing pessoal que muitos saibam das suas dificuldades, principalmente quando forem financeiras.

4. Acredite que o problema pode ser resolvido. Não desista. Lute. Pense e procure uma solução para resolver ou atenuar a sua dificuldade. E tente de todas as formas.

5. Se um problema tem solução, não sofra e não se desgaste com ele… afinal ele pode ser resolvido. Mas se tentar de todas as formas e não conseguir solucioná-lo, não sofra; assuma as consequências e siga em frente.

6. Independentemente do problema, o peso de suas consequências diminuirá com o tempo, e quando isso acontecer sentir-se-á mais preparado e fortalecido.

7. Todos já ouviram falar de Davi, que derrotou o gigante Golias. Davi era pequeno, franzino… um homem aparentemente fraco quando comparado com os outros. O que é que o diferenciava? A convicção de que poderia vencer… mais tarde ou mais cedo… mas chegaria lá.

Deus Sempre Está do Seu Lado

Oi,

Como você acordou esta manhã?

Eu vi você e esperei pensando que você falaria comigo, mesmo que fosse apenas umas poucas palavras, querendo saber minha opinião sobre alguma coisa ou mesmo me agradecendo por algo bom que aconteceu em sua vida ontem.

Mas eu notei que você estava muito ocupado tentando encontrar uma roupa que ficasse boa em você para ir para o trabalho.

Então, eu esperei outra vez. Quando você correu pela casa de um lado pro outro já pronto, eu sabia, eu estava lá. Seriam certamente poucos minutos para você parar e dizer alô, mas você estava realmente muito ocupado.

Mas por um momento você pensou que tinha que esperar 15 minutos e gastou este tempo apenas sentado em uma cadeira fazendo nada, estava apenas sentado.

Então, eu vi você se mexer rapidamente olhando para os seus pés que se movimentavam, e eu pensei que você queria falar comigo, mas você correu para o telefone e ligou para um amigo para contar as últimas fofocas.

Eu vi você quando você foi para o trabalho, e eu esperei pacientemente o dia inteiro.

Com todas as suas atividades, eu achei que você estaria realmente muito ocupado para dizer-se alguma coisa.

Eu notei que antes do almoço você olhou ao seu redor, talvez você se sentiu sem jeito ou com vergonha de falar comigo, isto é, porque você não inclinou sua cabeça. Você procurou observar 3 ou 4 mesas e notou alguns de seus amigos falando comigo brevemente antes deles começarem a comer, mas você não falou comigo.

Tudo bem! Ainda existe mais tempo que sobrará hoje, e eu tenho esperança que você irá falar comigo ainda. Mas você foi para casa e parecia que tinha muitas e muitas coisas para fazer ainda hoje. Depois de você ter terminado algumas delas, você ligou a televisão.

Eu não sei se você gosta ou não de ver televisão, mas apenas por estar lá assistindo, você gastou muito do seu tempo, quase todo o seu tempo em frente da TV, não pensando em nada mais, apenas curtindo o programa.

Eu esperei pacientemente outra vez enquanto você estava assistindo TV e comeu a sua comida, mas mais uma vez você não falou comigo!

Hora de ir para cama, hora de dormir. Eu acho que você deve estar muito cansado. Depois você disse boa noite para a sua família, pulou na sua cama, caiu no sono e dormiu rapidamente.

Tudo bem, ok, porque talvez você não saiba que eu sempre estou lá com você, sempre do seu lado para você.

Eu tenho muita paciência, muito mais do que você pode imaginar.

Eu mesmo, quero ensinar para você como ser paciente com as outras pessoas e como ser bom. Eu amo tanto você que eu espero todos os dias, eu espero por um sinal seu, um simples inclinar de cabeça, uma oração, um pensamento ou um agradecimento por parte de seu coração.

Sabe, é muito difícil em uma conversa só existir um lado, só um conversar.

Bom, você vai se levantar outra vez para um novo dia, e mais uma vez, e mais outra vez , e outra vez, e serão muitas vezes ainda que eu estarei lá talvez esperando por nada, mas com muito amor para você, esperando que hoje você possa me dar alguma atenção, um pouco de seu tempo.

Tenha um bom dia! E uma boa noite! Pois mesmo durante o seu sono, estou zelando por você.

Seu sempre amigo,

Deus.

24 de agosto de 2010

Perdoe, Não Se Vingue!

Destrua o hábito de pensar mal das pessoas e procure concentrar sua atenção nas virtudes delas. As pessoas são seres imperfeitos em buscada perfeição. Nessa busca para fugir da dore criar prazer para si próprias,elas podem nos machucar sem querer. Como diz Lulu Santos:“Nem sempre é so easy viver”. Em nossos encontros é inevitável que sejamos machucados e que machuquemos também. Faz parte da essência humana viver todas as nuanças de emoções, mas devemos lutar para não sermos escravos delas.É muito triste que, nas dificuldades,a gente fique chateado com o mundo. Faz parte da nossa personalidade ter ciúme,  inveja, mágoa, ressentimento, mas não podemos deixar que esses sentimentos tomem conta do nosso coração.

É triste ver alguém que permitiu que as dores de seus relacionamentos dominassem seu coração e o transformassem numa pessoa amargurada. Ou observar alguém que,ao notar a evolução do concorrente, deixoua inveja tomar conta de sua alma e drenara toda a energia que poderia levá-lo a conseguir vitórias. É fundamental estar sempre de coração limpo. Deixar no passado as mágoas, os ressentimentos e tudo o que nos impede de trabalharpara realizar nossos sonhos.

Procure definir, no seu íntimo, o melhor caminho para sua vida e se mantenha nele. Faça o melhor para você, mesmo que isso indiretamente beneficie as pessoas que você imagina que o magoaram. Perdoar é sempre bom,por maior que seja sua dor. Por isso, deixe as mágoas no passado.

Como disse Jesus Cristo ( e como nós também rezamos no Pai Nosso : “Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”. Compreenda que, ao se sentir ofendido, você se prende à pessoa que o magoou em vez de libertá-la. Certo dia, eu conversava com uma amiga cujo marido a abandonou para se casar com outra. Ela me falou de sua dor e de tudo o que planejava fazer para se vingar dele. Eu perguntei:— O que você quer? Tê-lo de volta ou machucá-lo o máximo possível?
É importante perceber que machucá-lo não vai aliviar sua dor nem fazê-lo voltar.Gastar sua energia nessa vingança não vai libertar seu coração para criar o verdadeiro amor para você. Ele poderá até voltar por causa da culpa, mas trará o inferno junto com ele. As pessoas com baixa auto-estima procuram destruir as que estão felizes. Quando alguém tem inveja de uma pessoa, acaba por considerá-la um obstáculo à sua felicidade.  Aja sempre como um ser especial que reconhece a grandeza que existe em cada um. Destrua o hábito de pensar mal das pessoas e procure concentrar sua atenção nas virtudes delas. E, principalmente, faça sempre o melhor para você, sem pretender magoar as pessoas que você acredita que lhe causaram mágoa.

20 de agosto de 2010

Empobrecimento da População, Favelização e Controle Estatal (Nildo Viana)

O capitalismo contemporâneo se caracteriza por erigir um novo regime de acumulação. A partir da tendência declinante da taxa de lucro e das lutas sociais que dificultam o aumento da exploração, temos a instituição do regime de acumulação integral. A emergência do regime de acumulação integral, por sua vez, significa mudanças na forma estatal, com o neoliberalismo, nas relações internacionais, com o neo-imperialismo, e nas relações de trabalho, com o toyotismo e reestruturação produtiva. A acumulação integral marca a busca de aumento geral da exploração, aumentando extração de mais-valor absoluto e relativo, bem como a exploração nacional e internacional.

 O que isto tudo tem a ver com o processo de empobrecimento da população? E com o processo de favelização? E o controle estatal do espaço urbano? A acumulação integral visa aumentar a exploração em geral e isto tem reflexos nas demais instâncias da vida social. A reestruturação produtiva amplia o processo de precarização trabalho e contribui com o aumento do desemprego; as políticas neoliberais diminuem os gastos com políticas de assistência social e assim não realiza políticas estatais que minimizem as condições desfavoráveis de vida de grande parte da população. A busca de aumento geral da exploração significa também que isto acaba ocorrendo no bloco dos países imperialistas, no qual a precarização, desemprego, aumento da pobreza, também cresce assustadoramente. No capitalismo subordinado o fenômeno significa uma ampliação de uma situação que já era grave. Uma das conseqüências do capitalismo contemporâneo é o aumento da lumpemproletarização, ou, em linguagem mais popular, empobrecimento da população. A composição de classes da sociedade apresenta um aumento elevado do lumpemproletariado. Aqueles que vivem do desemprego, subemprego, e ficam à margem da sociedade, os lumpemproletários ou “empobrecidos” são uma parte cada vez maior da população e isto produz mudanças e gera novas questões sociais, entre os quais o do desemprego, o da moradia, o das formas de sobrevivência.

Neste contexto, o problema da moradia se torna ainda mais grave. O chamado “déficit habitacional” se torna cada vez maior em todo o mundo e o interesse do capital imobiliário aliado com o empobrecimento da população, agrava a situação e cria o fenômeno extensivo de favelização, o que está expresso nas obras de Mike Davis. Os números mostram o processo de intensificação da favelização em todo o mundo, dando margem para se pensar em um “planeta favela”. Um exemplo pode deixar isto claro. A cidade de Lima, capital do Peru, tinha, em 1957, 9,5% de sua população composta por favelados. Em 1981, o número de favelados aumentou para 31,9% e em 2004 para 59%, ou seja, se tornando a maioria da população desta cidade. A cidade está cercada por favelas.

A cidade de Lima está sitiada pelas favelas. A resposta do neoliberalismo é a repressão e as políticas paliativas e o microreformismo. Porém, agora, partindo da doutrina de segurança militar norte-americana e das experiências no Iraque, e neste contexto de favelização crescente, acrescenta-se a política de contra-insurgência produzida na atual fase do neoliberalismo. A política de contra-insurgência busca ser uma política de “espectro total”, combinando repressão, cooptação, autocontrole, revitalização, coleta de informação, que são elementos complementares. A repressão é usada esporadicamente, sendo preventiva ou reativa. A coleta de informações é realizada para “conhecer o inimigo”, ou seja, saber da oposição que irá encontrar, dos setores populares passíveis de cooptação, das formas de ação a partir da cultura local. A cooptação se revela na busca de apoio popular através das chamadas “lideranças” locais, nativas ou implantadas. A política de autocontrole busca que a própria população local se fiscalize e organize, seja através da formação de lideranças locais – onde elas não existam – e formas de organização que possam amenizar os conflitos sociais. A política de revitalização significa reativar e reforçar processos de produção e financeiros, ou os serviços sociais essenciais. No caso do Iraque, era um amplo processo de política industrial, financeira, etc. No caso das favelas, é um processo de criar estratégias de sobrevivência (cooperativas, microempresas), educação popular, profissionalização, etc.

Isto tudo é realizado (com exceção da repressão) principalmente através da mediação de organizações burocráticas da sociedade civil, que penetram no mundo das favelas, tal como as ONGs, igrejas, ou por militantes políticos, intelectuais, entre outros, que exercem o papel de realizar um feedback em relação aos empobrecidos e permitir novas estratégias de ação repressiva, políticas assistencialistas desmobilizadoras, autocontrole, revitalização. Esses grupos realizam uma mediação burocrática entre Estado e população empobrecida, e proporcionam informações que serão usadas para as ações estatais em relação a ela. A chamada antropologia urbana cumpre um papel fundamental neste processo de coleta de informações com seus estudos culturais e possibilidade de compreensão das formas organizacionais dos favelados. É isto que explica a expansão dos estudos da chamada antropologia urbana na América Latina no novo século.

Os antropólogos urbanos como José Matos Mar, assessor de governos e organismos internacionais, por exemplo, oferecem um excelente processo de informação para o Estado capitalista no sentido de entender a organização espacial de uma favela. Ao lado de vários outros, inclusive alguns com posições mais à esquerda, contribuem com a compreensão estatal do que antes lhe era incompreensível, já que a organização do espaço urbano nas favelas revela outra lógica, diferente da lógica do poder estatal. Estes estudos revelam a forma organizativa das favelas, com sua auto-organização e processo interno de segurança, e possibilitando as propostas estatais de reordenamento espacial, tal como efetivamente vem ocorrendo.

O que ocorre, na verdade, é uma nova fase da lutas urbanas no qual se coloca, em algumas cidades, frente a frente o Estado capitalista e os empobrecidos. A favela é o resultado desta luta de classes, sendo que expressa a iniciativa dos empobrecidos, do lumpemproletariado. Porém, o Estado capitalista visa reconquistar e reordenar o espaço urbano e evitar o perigo dos empobrecidos para os setores privilegiados da sociedade burguesa. A mediação burocrática de instituições como ONGs, igrejas, bem como de intelectuais e militantes, são elementos que contribuem para amenizar os conflitos, ampliar a capacidade de controle estatal e, no fim, fortalecem o projeto de reordenamento espacial da região da cidade que não foi organizada ou coordenada pelo aparato estatal. Em outras épocas, o lumpemproletariado foi cooptado pelo Estado, por partidos conservadores, etc. Porém, no atual estágio do capitalismo, a composição social

produz uma nova situação, sendo que a política de cooptação se torna uma política extremamente limitada, já que a quantidade de empobrecidos é tão elevada que este processo só atingiria pequenos grupos que não poderiam conter a luta da totalidade dos empobrecidos. A disputa entre o controle estatal e o controle popular das favelas é apenas uma parte da luta de classes que ocorre e se intensifica em todo o mundo. Quanto mais o capitalismo se desenvolve, mais difícil fica sua sobrevivência, por mais difícil que seja perceber isto.



Artigo publicado originalmente em: Espaço Plural – Caderno de Textos. IESA/UFG, 2008.

16 de agosto de 2010

Ata de reunião da diretoria do Noroeste (pode isso?)

Agora eles começaram a apelar, veja só:




ESPORTE CLUBE NOROESTE
ADM. DAMIÂO GARCIA

"A DIRETORIA DO ESPORTE CLUBE NOROESTE, EM SESSÃO EXTRAORDINÁRIA, RESOLVE DE FORMA UNÂNIME A ELABORAÇÃO DO SEGUINTE PROJETO A SER APRESENTADO À FEDERAÇÃO PAULISTA DE FUTEBOL, PARA OS PRÓXIMOS ENCONTROS A SEREM DISPUTADOS COM O ESPORTE CLUBE XV DE NOVEMBRO DE JAÚ:

1) Será feita uma troca de camisas antes da partida. O Noroeste jogará com a camisa listrada verde e amarela, e o XV de Jaú jogará com a camisa vermelha.

2) O XV de Jaú entrará em campo com OITO jogadores (mais do que isto não, pois já mostrou que ganha fácil).

3) O placar no inicio do jogo será Noroeste 2 - XV de Jaú 0.

4) Os gols do Noroeste, no incrível caso de que venha a marcar algum, valerão o dobro.

5) O juiz será um dirigente alvirrubro e os bandeirinhas dois torcedores alvirrubros também.

6) As penalidades serão cobradas somente a favor do Noroeste, inclusive as favoráveis ao XV de Jaú.

7) Se o juiz se enganar e decidir que o XV de Jaú deve cobrar a penalidade máxima, isto se fará com barreira e de calcanhar.

8) Somente serão expulsos jogadores do XV de Jaú.

9) Os motivos de expulsão serão, alem de faltas violentas, fazer gols, jogar bem, chutar a bola e correr.

10) Se por engano for expulso algum jogador do Noroeste, imediatamente entrarão em campo dois outros para substituí-lo.

11) Rafael Mineiro e Bonfim terão que fazer três gols para que se contem como um.

12) Se apesar de todo o precedente o XV de Jaú triunfar outra vez, a FPF anulará a partida e fixará outro encontro em que o XV de Jaú deverá jogar com sócios e torcedores maiores de 90 anos de idade.

A DIRETORIA."

Atenção! Novo virus encontrado!!!

      Mas calma, esse virus só infecta uma parte da população do interior paulista.






























Veja se você já foi infectado por esse verme e, se foi, corra pra atualizar seu anti-vírus.

E como se não bastasse, os infectados por esse verme estão com sérios problemas nas conexôes de seus computadores, conforme nos chegou à Redação a seguinte imagem:    

11 de agosto de 2010

Bambis, ora pois! (Fernando Gallo)

Já que ninguém fala, direi eu.
Está na hora de nós, são-paulinos de fina estirpe, tricolores de quatro costados, assumirmo-nos: somos bambis, sim senhor! Por que não?
Depois de muito ruminar o assunto, agora, pondo em perspectiva, creio que o Vampeta prestou um grande serviço quando nos colocou o apelido. Jocoso, pra dizer o mínimo.
Vamos falar claramente.
Funciona assim: chamo alguém de bambi querendo associá-lo à homossexualidade, de forma a diminuí-lo ou desvalorizá-lo, como se isso diminuísse ou desvalorizasse quem quer que seja.
E nós, tricolores, temos nos sentido ofendidos, sem lembrarmo-nos de que a ofensa só acontece quando o ofendido se dá por ofendido.Pleno 2008, quase 2009, século 21!
Se futebol é coisa de macho, amigo, é também de mulheres e homossexuais, e de qualquer outra classificação em que se encaixe quem ama esse esporte.
Tricolores hetero, bi e homossexuais, são-paulinos civilizados, hexacampeões que querem ver cada vez mais distantes a barbárie e a selvageria que assolam este mundão de meu Deus, vamos assumir em coro: somos bambis, sim, senhor! Somos bambis!
Vamos fazer como fez no passado o Palmeiras, que adotou o porco, e hoje faz lindas festas no chiqueiro.Ou o Flamengo, que assumiu o urubu, e atualmente tem torcida organizada que leva seu nome. Sugiro à torcida que teça uma enorme bandeira com um bambi muito másculo sentado à mesa, devorando os restos de um porco e de um gavião! Que ela invente cânticos divertidos sobre isso.
Proponho à diretoria que encampe essa idéia, e siga indicando que somos um time moderno, um espaço para o qual convirjam pessoas de toda sorte, independentemente de suas preferências sexuais. Vai fazer um bem danado para a imagem e para os cofres do clube. Inclusão é palavra que deve nos orgulhar, não nos envergonhar.
A Terra será um planeta muito mais habitável à medida que aprendamos a soletrar a palavra igualdade. Nós, tricolores, devemos dar o exemplo. Que ele seja dotado de bom-humor.
Em coro, nos estádios país afora, ou onde quer que estejamos, gritaremos: bambis, bambis sim senhor!

*Fernando Gallo é são-paulino fanático, jornalista dos bons, heterossexual, trabalha na CBN e seu último desejo é ser empalhado em sua cadeira cativa no Morumbi, em posição de comemoração de gol.

Nota do blog: fosse são-paulino, o dono deste blog  assinaria embaixo (coisa semelhante ocorreu, quando no RJ,associaram o Vasco à bandidagem). E conta um episódio.
Em 1983, cerca de três anos antes de a torcida palmeirense adotar o porco, este jornalista, numa reunião em Parque Antarctica, presidida pelo então vice-presidente do clube, Márcio Papa, teve a petulância de propor a adoção.Quase apanhou...
Imagino que, agora, a reação não vá ser muito diferente. Mas o texto de Fernando Gallo tem o mérito de abrir corajosamente a discussão. Daqui a alguns anos, quem sabe... Em tempo: não serão aceitos comentários ofensivos, preconceituosos etc.

9 de agosto de 2010

Comunicado Fúnebre - São Paulo


É com extremo pesar que comunicamos o falecimento do São Paulo Futebol Clube, após quatro quase sucessivas paradas cardíacas no último dia 05 de agosto de 2010, após um longo e agonizante sofrimento causado a si próprio e a seus torcedores. O enterro será realizado ao som dos gritos de gols sofridos pela equipe nas últimas décadas. A missa de sétimo dia em homenagem ao falecido não pôde se realizar, pois muitos de seus admiradores preferiram se esconder de vergonha ou mudar de time.Ao adentrar a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Gigante da Beira-Rio, em Porto Alegre (RS), onde já chegou sem vida, o paciente aparentava quadro bastante estável. Entretanto, não pôde reagir após três duros golpes, quase que simultâneos, às 22:32hrs e 23:48hrs. Segundo o Dr. Celso Roth, a situação não era prevista e abalou claramente o despreparado sistema nervoso.


Dr. Celso, responsável pelo paciente, classificou ainda como irreversíveis as paradas impostas pelo vírus Internacional, cujos principais agentes são Renan; Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Sandro, Guiñazu, Tinga e D'Alessandro. A atuação destes parecia anestesiada quando o antídoto Rodrigo Souto se mostrou eficiente para administrar a aparentemente tranqüila situação. Amparado pelo sempre eficiente enfermeiro Rogério Ceni,o paciente não teve forças para reverter o quadro agravado pela implacável ação do “vírus vermelho”.

O São Paulo Futebol Clube prestou grandes serviços aos torcedores de outros times, que sempre o utilizaram como fonte de gozação e alegria, devido às suas constantes derrotas e vexames, sem contar na falta de títulos importantes por anos a fio. Por sua vez a torcida do São Paulo Futebol Clube, parece aliviada, pois não terá que sofrer mais!

O repentino falecimento doSão Paulo pega todos de surpresa, haja vista a saudável vida do paciente nos meses recentes. Dessa forma, fica aqui registrado o pesar para com este grandioso lutador, que com sua regularidade animadora nos brindou durante os últimos tempos. Além disso, a certeza de que a vida continua, pois há a América toda para ser percorrida. A lição para os demais é se cuidar diante dos ataques do perigoso vírus Internacional, que nunca podem ser desprezados.

Nós, do Boteco do Valente, gostaríamos de conclamar toda a população brasileira a prestar um minuto de silêncio em homenagem  ao São Paulo Futebol Clube.

Atestado de óbito - Vitória

ESTADO DA BAHIA

MUNICIPIO DE SALVADOR

COMARCA DE SALVADOR

DISTRITO MANOEL BARRADAS FILHO

OFICIAL DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS DO DISTRITO DO BARRADÃO


ATESTADO DE ÓBITO

Certifico que sob n.º 05 às fls. 37 do livro 2010 de registro de óbitos, encontra-se o assento de Esporte Clube Vitória, vulgo “Vicetória”, natural de Salvador – Bahia, filho de Sra. Vergonha. O falecimento ocorreu em 3 de agosto de 2010, às 23:59 hs, na capital baiana, em pleno Estádio Manoel Barradas Filho (Barradâo). Eram características do indivíduo as cores vermelha e preta, a profissão de sofredor supersticioso, macumbeiro inveterado, e o hábito de se gabar de estar na primeira divisão do Brasileirão enquanto o seu arquirrival Bahia, apesar de ter um título nacional ganho em 1988, não sai da segunda divisão.

Foram declarantes os jogadores do Santos Futebol Clube, atestando o óbito que deu como “causa mortis” Síndrome do "Eu Acredito", com seqüela de medo de vice-campeonato agudo generalizado e com fortes crises de "confiability", falência múltipla de vários jogadores e, também, amarelismo, doença agravada subitamente pelo vírus "fica quietus vagabundus" que causa uma verdadeira agonia,“Afogamento na Praia”, em conseqüência de sensação de “Já Ganhou” generalizada com fortes crises de “amarelismo” e “chororô compulsivo”, doença agravada subitamente pelo vírus “Peixis sinistrus”, que imobiliza e mata repentinamente, de forma implacável.

O sepultamento foi realizado no gramado do supracitado estádio, no mesmo dia, ao som dos tambores do Olodum, seguido por um grande número de mães-de-santo, devido ao péssimo estado do cadáver, visto o susto causado pelo encontro que a vítima teve com os craques Ganso,Neymar,Marcel, Robinho e André ,Marquinhos,  e com o técnico Dorival Júnior, bem como aos momentos finais vividos com extremo sofrimento, causados pela doença anteriormente relatada,“Impossíbilis Títulus”, que por várias vezes levou o infeliz à UTI, entre a vida e a morte.

O falecido deixa os seguintes flhos: Viáfara, Nino, Gabriel, Wallace, Anderson Martins e Egídio; Neto Coruja, Bida e Ramom; Elkeson, Schwenck e Júnior, não deixando bens a inventariar, a não ser apenas um modesto título de turno e um monte de títulos estaduais, que no final das contas, não adiantaram de porcaria nenhuma. O documento é isento de selo por a vítima tratar-se de reconhecidamente pobre na forma da lei.

O referido é verdade e dou fé.

Salvador, 3 de agosto de 2010.


COPA DO BRASIL 2010
TABELIÃ OFICIAL

Comunicado Fúnebre - Corinthians

É com pesar que cumprimos o doloroso dever de informar o falecimento, ocorrido hoje, dia 02 de dezembro de 2007, às 18 hs, no Estádio Olimpico de Porto Alegre, o Sr. Sport Club Corinthians Paulista, aos 97 anos de idade, vítima de ruindade generalizada e roubalheira multipla. Deixou viúvos milhões de gambazinhos e nao deixou bens a inventariar. O féretro sairá da capital gaúcha, Porto Alegre, direto para o Parque Sâo Jorge, na capital paulista, onde o corpo será velado, devendo o enterro ser realizado no Cemitério Público de Itaquera, ao som da bateria da escola de samba Gaviões da Fiel, conforme o falecido deixou em seu testamento, sendo confirmada a presença de ilustres personalidades corintianas, dentre elas o Exmo. Sr.Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, Jô Soares, Hortência, Juarez Soares, Roque Citadini, Dr. Osmar de Oliveira, Neto, Casagrande, Marcelinho Carioca, Ronaldo (ex-goleiro) e até de Vampeta (o palhaço Bozo da Fiel e tetracampeâo brasileiro em matéria de rebaixamentos). O Presidente da República decretou luto no País por 1 ano. Na lápide da sepultura do falecido estará escrito: aqui  jaz o time mais trapaceiro do futebol brasileiro. Descanse em paz.