17 de novembro de 2011

Brasil?Não, Obrigado!

Não que isso realmente importe para alguém além de mim mesmo, mas, eu não torço pela seleção do Brasil desde 1998. E como esses dias atrás teve jogo da seleção da CBF (Brasil), aonde eles meteram a mâo descarandamente na seleção egípicia, ganhando no apito por 2X0, eu achei que era uma boa hora de falar sobre o assunto (que encontra muitos adeptos país afora) e sobre os motivos que me levam a não torcer pela seleção "brasileira". Enumerando-os na medida que eles surgem na minha cabeça (e não adianta me chamarem de anti-patriota, pois eu mantenho o meu posicionamento).
  1. Futebol Arte: Não gosto do futebol como arte que é vendido pela rede Globo e pela imprensa paulista e carioca como sendo "O" futebol brasileiro. Não compacuto com a forma que a cultura do futebol é vista pela grande mídia do país. Futebol não é espetáculo (pode ser, mas não é essencial) futebol é esporte e esporte, antes de tudo, é competitividade e resultado. A seleção de 82 é a prova vida de que a filosofia do "futebol arte" é o fundo do poço e só tem um caminho a seguir: o fracasso. Por ventura, diga-se a verdade, esse estilo de futebol vence (numa conjuntura de fatores que envolve, normalmente, um time muito superior ao outor e uma série de cagadas adversárias) mas a regra é o futebol arte fracassar retumbantemente. Não que seja necessário chafurdar na lama sempre para ser campeão (aliás, sem talento não se vai a lugar algum do mesmo jeito) mas é necessário ter seriedade. O futebol moleque (que a Globo acusa o Dunga de ter extirpado da seleção quando não levou o jogadorznho de araque Neymar pra Copa da África) é fadado do fracasso e ao ostracismo, vivendo apenas na mente de alguns dinossauros da imprensa. Não tem como torcer para uma seleção que prefere o esporte espetáculo ao esporte resultado, e não tem como não se sentir enojado com a imprensa marrom que faz um circo ao redor de uma seleção medíocre que não tem alma.
  2. Arrogância: A arrogância do brasileiro em relação ao futebol é notória. Nunca vi nenhuma outra seleção do mundo jogar melhor que o Brasil (na cabeça da imprensa e dos torcedores brahmeiros). Sempre perde-se para só mesmo. É o problema do treinador que é teimoso, que não levou aquele jogador moleque que iria desequilibrar o jogo, da arbitragem que não deu aquele penalti, do jogador que bateu demais nos "craques" brasileiros e etc. Enfim, uma miríade de fatores externos que "matam o futebol penta-campeão do mundo" e que servem como desculpa pra arrogância brasileira que não consegue reconhecer talento (e qualidade) no resto do mundo, como se o mundo todo girasse ao redor do "país do futebol" (ou seria o país da CBF?). Espanha, Uruguai, Alemanha e Holanda era muito superiores do Brasil em 2010, não porque o Dunga não levou o Neymar, o Ganso ou o Orlandinho do Boco que joga no Aymoré e joga com se tivesse cola nos pés. São melhores porque tem elenco melhor, jogadores melhores (principalmente na defesa) e conseguem mesclar talento e aplicação tática, coisa que o Brasil nunca consegue,
  3. O Circo: Enquanto todas as outras seleções se fecham na Copa do Mundo e se concentram, usualmente o Brasil faz o oposto. É armado um circo completo ao redor dos jogadores, as emissoras de TV tem acesso direto e reto ao quarto deles, a sala de jogos e fazem matérias que dão vergionha alheia em todos, inclusive nos "jornalistas" que estão por lá. Soma-se à isso o fato de que a Globo consegue, inclusive, acesso privilegiado a todos os setores da CBF e entrevistas exclusivas para o Galvão são comuns no meio da Copa do Mundo, ou seja, um circo completo onde os palhaços vocês sabem quem são.
  4. O Brahmeiro: O torcerdor médio brasileiro é um praga, uma peste que consome o país, todos sabemos disso muito bem. Mas com relação a seleção isso pode ser elevado à enésima potência. É aquela infinidade de caras pintadas, bandeiras servindo de calcinha para as mais atrevidas e como top para as mais recatadas, propaganda de gosto duvidoso envolvendo figuras imbecis da cultura brasileira e cerveja versanso sobre "como é bom ser brasileiro e brahmeiro". Nojo é o único sentimento que eu consigo concatenar quando vejo isso.
  5. Cultura Brasileira do Futebol: Existe uma pseudo-cultura brasileira em tudo (que na verdade é um retalho da cultura do RJ que é vendida pela Globo como o Brasil) mas no futebol ela exarceba o limites do aceitável. Jogadores PRECISAM jogar como se estivessem num picadeiro, goleiros precisam falar chiado e fazer juras de amor ao Flamengo e, coroando a boçalidade, as mesas redondas rechadas de jornalistas e comentaristas esportivos saudosos de um tempo onde se jogava por um pedaço de pão e com 7 atacantes. Enfim, um grande puteiro jornalístico que não consegue se livrar de uma cara de bobo e de um jeito estúipido de pensar em futebol como se estivesse nos anos 60 ainda.
  6. A partir do momento em que descobri como o dinheiro influenciava no futebol, quando eu descobri que presidentes fazem besteiras, tentam prejudicar seu clube de coração – que por sinal está acima de qualquer Seleção – não vale a pena você apoiar tal.Meu problema não é com a Seleção Brasileira, para a qual eu estou  ME CAGANDO, mas com Ricardo Teixeira.É o presidente da CBF, que possivelmente irá concorrer ao cargo de presidente da FIFA, que me faz não torcer pela Seleção.

    São tantas coisas inúteis, tantas coisas prejudiciais. Ou alguém ainda tem dúvida que a convocação do Mariano, ano passado, no fim do campeonato quase, não teve o dedo do excelentíssimo Ricardo Teixeira e do seu amigo do peito Andrés Sanches? Claro, Mariano tem seus méritos e mereceu estar lá, mas por que não jogou? Nem um minutinho sequer.O episódio Muricy então... Pela primeira vez vi uma atitude correta da diretoria do Fluminense. Afinal, se queriam o cara, pagassem a multa.

    Em jogos da Seleção, me pegam torcendo pelos adversários. E não é a toa. Não quero apoiar uma Seleção que é comandada por um bando de mercenários que não estão nem aí para o futebol brasileiro.
     
  7.  
    Sendo bem sincero. Eu não torço para as seleções da CBF, seja ela profissional, olímpica, sub-20, sub-17, sub-15, pode ser até sub-7. Mas, abro uma exceção para a FEMININA. Nada de feminismo, nem machismo aqui. Apenas, sinto-me obrigado a ser solidário a elas.

    Quem já ouviu falar e/ou assistiu a um jogo do campeonato brasileiro feminino? Copa do Brasil? Paulista? Carioca?

    Pois é… o futebol feminino está jogado as traças. Mesmo que horrível, o masculino tem um calendário com várias competições durante o ano.

    Do outro lado do campo, as americanas gozam de estrutura, investimento, incentivo e visibilidade, incomparável ao nosso. Mesmo assim, Marta e cia, por muito pouco, não saíram vitoriosas do confronto. Uma derrota determinada pelos erros individuais (os dois gols das americanas, juíza sem critério e técnico covarde).

    Enquanto nossas guerreiras lutavam pela classificação na copa do mundo, o presidente da CBF diz por aqui “Não ligo. Aliás, caguei. Caguei de montão [sobre as denúncias em que está envolvido]“. E mais: “Em 2014, posso fazer a maldade que for….Sabe por quê? Porque eu saio em 2015. E aí, acabou”.

    A entrevista dada pelo jornalista Andrew Jennings a ESPN BRASIL, retrata bem as pessoas que comandam o futebol no país. Apesar do excessivo otimismo de Andrew, também acredito que algo possa acontecer em relação ao Ricardo Teixeira e cia, mas a ordem terá de vir de fora, não podemos esperar que venha do governo, como ele diz.

    E outra coisa 

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